As obras de construção do Hospital Distrital da Maxixe, em Inhambane — inicialmente projectado para ser um hospital provincial — continuam paralisadas há mais de seis anos, devido à falta de fundos. Avaliado em mais de 700 milhões de meticais, financiados pelo Orçamento do Estado, o projecto permanece sem previsão para retoma ou conclusão.
Texto: Anastácio Chirrute
Na última terça-feira (5), após a 27.ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, afirmou que existe um compromisso do Presidente da República para que as obras sejam retomadas e concluídas, mas reconheceu que, neste momento, “ainda não há dinheiro”.
Trata-se de uma infra-estrutura inicialmente concebida para o nível provincial, que depois foi reclassificada para o nível distrital. O edifício, que chegou a gerar grandes expectativas na população local, foi pensado para ser uma das principais unidades de referência da província, com capacidade para internar mais de 100 pacientes. Acreditava-se que iria melhorar o acesso a cuidados de saúde de qualidade e mais próximos das comunidades, mas hoje encontrase em total abandono.
O local, inacabado, tornou-se refúgio para criminosos e habitat de serpentes, ratos e outros animais.
Impissa explicou que o Executivo está a trabalhar na mobilização do empreiteiro, de recursos financeiros internos e de parceiros, mas não avançou datas para a retoma. “Há um compromisso e decisão por parte de Sua Excelência para que as obras de construção do Hospital Distrital da Maxixe retomem e sejam concluídas”, garantiu.
Segundo o porta-voz, a falta de financiamento continua a ser o principal obstáculo. “Ainda não existe data para a retoma. É preciso, primeiro, mobilizarmos o empreiteiro e os recursos internos ou dos parceiros”, reiterou.
Enquanto o Governo procura financiamento, a estrutura — orçada em mais de 700 milhões de meticais — vai-se degradando a cada dia, ameaçando transformar em fracasso o investimento e o esforço até aqui empreendidos.