Chiquinho Conde renovou, em Agosto de 2024, o seu contrato com a Federação Moçambicana de Futebol (FMF), na sequência de um período marcado por algumas desavenças com o presidente da instituição, Feizal Sidat. O novo vínculo estende-se até 31 de Janeiro de 2026 e estabelecia como principais objectivos a qualificação de Moçambique para o Campeonato do Mundo de 2026, a realizar-se nos Estados Unidos da América, México e Canadá, bem como o apuramento para o CAN 2025, actualmente em curso em Marrocos.
O antigo capitão dos Mambas acabou por falhar o acesso ao Mundial “das Américas”, depois de a selecção nacional não ter ido além do terceiro lugar no Grupo G da fase de qualificação. Ainda assim, Chiquinho Conde cumpriu um dos objectivos centrais do contrato, ao garantir o apuramento para o CAN, competição na qual Moçambique tem vindo a rubricar uma campanha histórica.
Para além de alcançar a primeira vitória da sua história numa fase final do CAN, resultado que abriu caminho a uma inédita qualificação para os oitavos-de-final, os Mambas registam também números nunca antes alcançados. A selecção nacional soma já quatro golos marcados nesta edição da prova – três frente ao Gabão e um diante dos Camarões – superando o grau de acerto registado em cada uma das anteriores cinco participações.
Perante estes feitos inéditos, impõe-se a questão: deverá Chiquinho Conde ver o seu vínculo contratual renovado, independentemente do desfecho do duelo frente às “Super Águias” da Nigéria, nos oitavos-de-final do CAN 2025, agendado para a próxima segunda-feira? Quid Juris?




