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Trump ameaça “socorrer” manifestantes no Irão; Teerão fala em “linha vermelha”

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou esta sexta-feira, 02 de Janeiro, o tom em relação ao Irão ao afirmar que Washington está pronta para ir em “socorro” de manifestantes iranianos caso estes sejam alvo de violência por parte do regime. A declaração foi feita na Truth Social, rede social pertencente ao próprio Trump, e surge num contexto de protestos persistentes em várias cidades iranianas, motivados sobretudo por dificuldades económicas e pela degradação das condições de vida.

A reacção de Teerão não tardou. Ali Shamkhani, membro do Conselho de Segurança, respondeu de forma contundente, sublinhando que a segurança do Irão constitui uma “linha vermelha”. Numa mensagem curta e directa, Shamkhani recordou o historial de intervenções norte-americanas na região, afirmando que o povo iraniano “conhece bem a experiência americana de ‘resgate’ no Iraque, Afeganistão e Gaza”.

O responsável iraniano advertiu ainda que qualquer interferência que se aproxime da segurança do país, “sob qualquer pretexto”, será neutralizada antes mesmo de se materializar, através de uma resposta dissuasora.

Em paralelo, Reza Pahlavi, filho do último Xá do Irão, deposto na Revolução Islâmica de 1979, já se tinha pronunciado a partir do exílio. Numa publicação nas redes sociais, apelou aos manifestantes para que “permaneçam em pé em todo o Irão”, defendendo que o momento é decisivo para “resgatar o País”. As suas declarações reforçam a leitura, dominante em Teerão, de que os protestos internos estão a ser instrumentalizados por actores externos com objectivo de promover uma mudança de regime.

Embora as manifestações em curso tenham origem em queixas económicas, as autoridades iranianas sustentam que forças estrangeiras procuram explorar o descontentamento popular para desestabilizar o sistema político, à semelhança do que ocorreu noutros países da região, como a Síria.

Neste quadro, os Estados Unidos e Israel são frequentemente apontados pelo regime dos aiatolas como actores com um interesse estratégico declarado na queda do actual poder em Teerão, com vista à instalação de um governo mais alinhado com os interesses ocidentais. Reza Pahlavi surge, neste cenário, como uma das figuras mais referidas nos círculos oposicionistas externos, sendo visto como um potencial candidato à liderança de um eventual regime ocidentalizado.

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