O Governo Revolucionário de Cuba condenou veementemente, esta semana, aquilo que classifica como uma agressão militar dos Estados Unidos da América contra a Venezuela, reiterando apoio e solidariedade absolutos à República Bolivariana e ao seu Governo. A posição foi tornada pública através de uma declaração oficial, na qual Havana acusa Washington de violar o Direito Internacional e a Carta das Nações Unidas.
No comunicado, o Executivo cubano manifesta concordância com o pronunciamento da vice-presidente – agora empossada Presidente interina – Delcy Rodríguez, subscrevendo a exigência de que o Governo norte-americano restitua a liberdade do Presidente Constitucional venezuelano, Nicolás Maduro Moros, e da primeira-dama Cília Flores. Cuba afirma ainda apoiar a determinação do Governo bolivariano e do povo venezuelano em rejeitar a agressão e defender a independência e soberania nacionais.
Segundo Havana, a acção militar norte-americana constitui um “acto criminoso” e representa uma escalada perigosa daquilo que descreve como uma campanha de guerra prolongada contra a Venezuela. O Governo cubano sustenta que essa escalada se intensificou a partir de Setembro de 2025, com o destacamento naval dos Estados Unidos no Mar das Caraíbas, sob pretextos que considera falsos e baseados em acusações infundadas.
O Governo Revolucionário classifica a acção como uma agressão “imperialista e fascista flagrante”, alegando que o objectivo seria reavivar ambições hegemónicas dos Estados Unidos sobre a América, associadas à Doutrina Monroe, com vista ao controlo dos recursos naturais da Venezuela e da região, bem como à intimidação e subjugação de governos da América Latina e das Caraíbas.
Havana recorda ainda que os países da região assinaram unanimemente, em Janeiro de 2014, em Havana, a Proclamação da América Latina e das Caraíbas como Zona de Paz, um compromisso que, segundo Cuba, está agora sob ataque. Para o Executivo cubano, a comunidade internacional não pode permitir que uma agressão desta gravidade contra um Estado-membro das Nações Unidas fique impune, nem que um presidente legítimo e em exercício seja sequestrado numa operação militar sem consequências.
No final da declaração, o Governo Revolucionário reafirma solidariedade total com o povo venezuelano e apela a governos, parlamentos, movimentos sociais e povos do mundo para que condenem a agressão militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, classificando-a como um acto de terrorismo de Estado que ameaça a paz e a segurança internacionais e procura impor uma nova doutrina de dominação imperialista, particularmente sobre a América Latina e as Caraíbas.




