A consultora britânica Oxford Economics alerta que Moçambique poderá registar uma desvalorização gradual do metical ao longo de 2026, em resultado da escassez de reservas em moeda externa e da persistente sobrevalorização cambial dos últimos anos.
Num relatório sobre a África Subsaariana, a instituição coloca Moçambique entre os países com elevado risco de reestruturação da dívida ou incumprimento financeiro, a par de Angola, Maláui e Senegal. Segundo a análise, um ajustamento cambial poderá integrar as condições de um novo acordo de financiamento com o Fundo Monetário Internacional (FMI), cuja conclusão é antecipada para o primeiro trimestre do ano.
A Oxford Economics reviu em baixa a previsão de crescimento da economia moçambicana em 2026, de 3,8% para 3,3%, num contexto de crescente pressão sobre a dívida pública e sobre as reservas externas, que limita a capacidade de intervenção do Banco de Moçambique.
O relatório sublinha que a combinação entre elevado serviço da dívida, maior dependência de importações e fragilidade cambial está a agravar as tensões financeiras, tornando decisivo o entendimento com o FMI para restaurar a confiança externa e aliviar a pressão sobre o metical.




