A época chuvosa 2025/2026 continua a causar estragos significativos em várias regiões de Moçambique. Desde Outubro de 2025 até meados de Janeiro de 2026, as chuvas intensas, acompanhadas por inundações e descargas atmosféricas, já provocaram mais de 90 mortes e afectaram dezenas de milhares de pessoas, com maior incidência nas províncias da Zambézia, Sofala, Tete, Nampula e Niassa.
Na província de Sofala, imagens de satélite revelam que cerca de 870 quilómetros quadrados de terra se encontram inundados, colocando mais de sete mil pessoas em risco, sobretudo nas zonas ribeirinhas.
De acordo com o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), milhares de famílias foram obrigadas a abandonar as suas residências e encontram-se actualmente alojadas em centros de acolhimento temporário. Paralelamente, equipas humanitárias, incluindo a Cruz Vermelha de Moçambique, o UNICEF e o Programa Mundial de Alimentação, estão a prestar assistência às populações afectadas, através da distribuição de bens de primeira necessidade e do apoio a avaliações conjuntas com o Governo.
As autoridades alertam que o cenário poderá agravar-se nos próximos meses. Segundo o director nacional de Gestão de Recursos Hídricos, Agostinho Vilankulos, prevê-se a ocorrência de chuvas e cheias de grande magnitude entre Janeiro e Março, com um regime hidrológico classificado como elevado, particularmente nas bacias dos rios Incomáti, Maputo e Limpopo. A informação foi avançada durante o Fórum Nacional de Antevisão Climática para a época chuvosa 2025/2026, realizado recentemente, em Maputo.




