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Chuvas intensas agravam situação social e produtiva na província de Maputo

O governador da província de Maputo, Manuel Tule, classificou como “bastante preocupante” a situação resultante das chuvas intensas que se têm abatido sobre a região, reconhecendo que os impactos sociais, económicos e infra-estruturais são significativos e exigem respostas urgentes por parte das autoridades.

Falando à imprensa durante uma visita de monitoria a vários pontos críticos da província, o dirigente assegurou que o Governo provincial se encontra no terreno a acompanhar de perto a evolução da situação. “A conclusão a que chegámos é que, de facto, a situação não está boa”, afirmou, referindo-se às cheias que estão a afectar comunidades, campos de produção e diversas infra-estruturas públicas.

No âmbito da deslocação, a equipa governamental esteve no distrito de Boane e, posteriormente, na cidade da Matola, onde visitou os centros de saúde da Matola Santos e da Matola Gare, considerados entre os mais problemáticos devido às inundações. O governador visitou igualmente os centros de acomodação de Bunhiça e o Instituto Industrial da Matola, que acolhem famílias desalojadas.

De acordo com dados avançados por Manuel Tule, mais de 80 mil pessoas foram afectadas em toda a província, com impactos severos no sector produtivo. “Temos várias áreas acima de 10 mil hectares afectadas e, em alguns campos, tudo indica que a produção não será recuperada. Trata-se de uma produção completamente perdida”, lamentou.

Actualmente, a província conta com cinco centros de acolhimento activos, onde se encontram mais de 800 pessoas. Só no Instituto Industrial da Matola e no centro de Bunhiça estão instaladas cerca de 140 pessoas em cada local. Segundo o governador, muitas famílias não têm outra alternativa senão recorrer a estes espaços, uma vez que as suas residências continuam inundadas.

O Executivo provincial está a prestar assistência humanitária às populações afectadas, através da distribuição de alimentos, produtos de primeira necessidade e material de limpeza. No entanto, uma das maiores preocupações, sublinhou Manuel Tule, passa pela identificação das causas estruturais das inundações, sobretudo nas zonas urbanas da cidade da Matola.

“Descobrimos que há casas que terão de ser removidas e muros que terão de ser demolidos. Não temos como evitar”, afirmou, defendendo a necessidade de intervenções mais profundas, que incluem a abertura de canais de drenagem, a colocação de manilhas e, em alguns casos, a interrupção temporária de estradas, de modo a permitir o escoamento normal das águas.

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