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Mais de 260 mil pessoas poderão ser afectadas pelas cheias em Gaza

Texto: Anastácio Chirrute

Mais de 260 mil pessoas que vivem nos distritos de Chókwè, Guijá e Mapai, na província de Gaza, poderão ser afectadas directamente pelas cheias e inundações nas próximos horas, na sequência das fortes chuvas que se fazem sentir um pouco por todo o País.

A informação foi avançada pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), que se encontra no terreno a monitorar a evolução da situação e a sensibilizar as famílias residentes em zonas de risco a abandonarem, de forma livre e voluntária, as suas habitações, procurando fixar-se em áreas consideradas seguras.

Segundo o director regional Sul do INGD, Cândido Mapute, o cenário é preocupante, havendo já várias famílias que perderam quase tudo, depois de as suas casas terem sido engolidas pelas águas das chuvas intensas que se registam desde a semana passada.

Os distritos de Chókwè, Guijá e Mapai são apontados como os mais críticos, com um número elevado de pessoas potencialmente afectadas. De acordo com Mapute, quase todo o distrito de Chókwè poderá ser atingido, o que representa cerca de 170 mil pessoas em risco directo, enquanto no distrito de Guijá o número de afectados poderá chegar a 95 mil.

Face à situação, já foram abertos centros de acomodação para acolher as famílias deslocadas, sendo três em Chókwè, três em Guijá e um em Mapai, este último destinado sobretudo às famílias que se encontravam sitiadas e à espera de resgate. No âmbito das operações de busca e salvamento, o INGD já conseguiu resgatar mais de 65 pessoas.

Para evitar perdas de vidas humanas, o INGD reforçou , numa primeira fase, as acções de sensibilização comunitária, recorrendo às rádios comunitárias, aos Comités Locais de Redução do Risco e aos governos locais, apelando às famílias para que abandonem as zonas vulneráveis e se desloquem para locais seguros. Posteriormente, ordenou a retirada compulsiva.

“Como primeira medida, apostámos fortemente na sensibilização, o que explica o facto de, até ao momento, não termos registado vítimas humanas. Este trabalho preventivo foi feito antes da ocorrência do fenómeno, com ampla divulgação de informação através dos comités de risco, rádios comunitárias e autoridades locais”, concluiu Cândido Mapute.

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