O ministro dos Transportes e Logística afirmou, esta sexta-feira, na província de Maputo, que não existem condições para repor a transitabilidade na Estrada Nacional Número Um (EN1) nos próximos 15 dias, devido à gravidade dos danos causados pelas cheias e ao elevado volume de água que ainda permanece nas zonas afectadas.
Falando à imprensa durante uma visita de monitoria às infra-estruturas danificadas no distrito da Manhiça, João Matlombe explicou que a principal via do País apresenta seis cortes profundos no troço que liga Maputo a Gaza, o que inviabiliza qualquer circulação rodoviária. “A estrada está intransitável e não temos capacidade de fazer a reposição dentro de 15 dias, tendo em conta a dimensão dos estragos e a continuidade das chuvas”, declarou.

O ministro apelou aos transportadores e passageiros para não tentarem deslocar-se para Maputo ou sair da capital por via terrestre, advertindo que a concentração de viaturas e pessoas na província de Gaza está a criar uma pressão logística adicional numa região já sobrecarregada pela assistência às famílias afectadas pelas cheias.
De acordo com o levantamento preliminar do Governo, cerca de 150 quilómetros de estradas nacionais estão quase totalmente destruídos, exigindo intervenções profundas, enquanto aproximadamente cinco mil quilómetros de vias encontram-se afectados em todo o território nacional.
As províncias mais fustigadas pelas inundações são Maputo, Gaza, Sofala e Nampula, com cortes graves em várias ligações rodoviárias estratégicas, incluindo troços da N1 e estradas regionais que asseguram a conectividade entre o Sul, o Centro e o Norte do País.
Perante a impossibilidade de usar as estradas, o Governo activou rotas alternativas de abastecimento e mobilidade, recorrendo ao transporte aéreo, ferroviário e marítimo. A partir deste sábado, começam as operações de cabotagem marítima entre o porto de Maputo e a província de Gaza para transporte de produtos alimentares, enquanto os voos para Gaza, Inhambane e Vilankulo foram reforçados.




