Acabou-se a paciência! Os funcionários do Conselho Municipal da Vila de Namaacha estão em greve desde segunda-feira, 26 de Janeiro, em reivindicação de salários em atraso, correspondentes a oito meses – três do mandato transacto e cinco do actual ciclo, sob a liderança de Paulo Chitiva.
Apesar da greve, na manhã desta terça-feira os trabalhadores dirigiram-se às instalações da edilidade, não para trabalhar, mas para apresentar o seu “caderno reivindicativo”, fragmentado em cartazes.
Empurrados para a mendicidade, denunciam “desvio de receitas e gastos nas barracas”, situação que contribui para a desgraça em 121 lares. Mesmo com fome, fazem as contas dos descontos não canalizados ao Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), enquanto repudiam o lambebotismo como critério de nomeação para cargos de chefia.

Perante esta triste realidade, coveiros serpenteiam entre túmulos, fazem covinhas e enterram sementes para se manterem vivos. Afinal, “cabrito come onde está amarrado”, como bem o demonstra Zunguzito, um altivo influenciador local que tem o dom de transformar tragédia em comédia.
De tédio, certamente, os namaachenses não morrem…




