O levantamento da cláusula de “força maior” no projecto Mozambique LNG já não é apenas formal. Esta quinta-feira, 29 de Janeiro, o Presidente da República, Daniel Chapo, e o Chief Executive Officer (CEO) da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, relançaram o multimilionário projecto na Península de Afungi, distrito de Palma, em Cabo Delgado.
Na cerimónia, os dois dirigentes deixaram claro que a retoma do projecto, considerado o maior investimento de carácter privado em África, é corolário do restabelecimento das condições de segurança na província.
“Antes da activação da força maior, os insurgentes haviam ocupado algumas vilas, incluindo Mocímboa da Praia. Neste momento, nenhuma vila está ocupada”, afirmou Daniel Chapo, em conferência de imprensa que se seguiu ao acto oficial de relançamento.

Na ocasião, e perante a insistência da comunicação social, que cobrava “garantias” de que o projecto não voltará a ser suspenso, Chapo foi secundado por Pouyanné: “stop noise”(chega de especulações), apelou o gestor, antes de se referir à sua presença — e à do Presidente da República — em Afungi como prova das actuais condições de segurança.
Actualmente, o projecto emprega perto de cinco mil trabalhadores, dos quais 80% são moçambicanos e 40% oriundos da província de Cabo Delgado. No período de pico, o número de colaboradores deverá ascender a 15 mil.
A cerimónia de relançamento do Mozambique LNG ficou ainda marcada pelo anúncio, por parte do CEO da TotalEnergies, de um apoio de 200 milhões de meticais para as vítimas das cheias e inundações que assolam as províncias de Maputo, Gaza e Sofala.




