O Conselho Superior da Comunicação Social (CSCS) condenou, com veemência, o atentado contra a vida do jornalista da STV, Carlitos Cadangue, ocorrido na cidade de Chimoio, na passada quarta-feira, 4 de Fevereiro, quando a sua viatura foi alvejada por vários disparos de arma de fogo.
Apesar da gravidade do ataque, o jornalista saiu ileso, facto que, segundo o CSCS, “não diminui a extrema seriedade do ocorrido”, por se tratar de uma ameaça directa à vida humana, à liberdade de imprensa e ao Estado de Direito.
Em comunicado de imprensa, a instituição sublinha que, enquanto órgão público responsável pela defesa da liberdade de imprensa e do direito dos jornalistas ao exercício livre, seguro e independente da sua profissão, não pode deixar de repudiar “de forma veemente e inequívoca” o acto, que classifica como um atentado à democracia e à convivência pacífica.
O CSCS recorda que Carlitos Cadangue vinha, há vários meses, desenvolvendo e difundindo reportagens de investigação, o que levanta fortes preocupações sobre possíveis motivações ligadas ao exercício da sua actividade profissional.
Perante este cenário, o Conselho exige às autoridades competentes a realização de investigações céleres, transparentes e imparciais, com vista ao esclarecimento dos factos e à responsabilização dos autores morais e materiais do crime.
A instituição apela ainda à protecção efectiva dos profissionais da comunicação social, alertando que nenhum jornalista deve ser alvo de intimidação, violência ou perseguição pelo simples facto de cumprir o seu dever de informar.
“O ataque a um jornalista é um ataque à sociedade inteira”, lê-se no comunicado, no qual o CSCS reafirma o seu compromisso com a defesa intransigente da liberdade de expressão e do direito à informação em Moçambique.




