A Federação de Desenvolvimento Empresarial de Moçambique (FDEM) manifestou, esta quinta-feira, 05 de Fevereiro, o seu repúdio e condenação ao atentado armado contra o jornalista da STV, Carlitos Cadangue, ocorrido na noite de quarta-feira, 04 de Fevereiro, no bairro Trangapasso, na cidade de Chimoio, província de Manica.
O ataque, que colocou igualmente em risco a vida do filho do jornalista, é classificado pela organização como um acto criminoso grave, atentatório à liberdade de imprensa e ao direito dos cidadãos à informação .
Em comunicado assinado pelo respectivo presidente, Lineu Candieiro, a FDEM sublinha que o atentado representa uma ameaça directa à segurança dos profissionais da comunicação social e aos princípios fundamentais da estabilidade democrática, alertando para os impactos negativos que situações desta natureza podem ter num ambiente de negócios saudável, transparente e previsível.
A federação demonstra particular preocupação pelo facto de o jornalista visado estar a abordar matérias de elevado interesse público, ligadas à mineração e à segurança, sectores considerados estratégicos para o desenvolvimento económico do País.
A organização empresarial saudou, entretanto, a pronta reacção da Polícia da República de Moçambique, que abriu um processo-crime, e instou as autoridades competentes, em especial o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), a conduzirem uma investigação célere, imparcial e rigorosa, de modo a garantir a identificação e responsabilização dos autores materiais e morais do crime, independentemente da sua condição ou vínculo institucional.
Na mesma, a FDEM frisa que “nenhum ambiente de intimidação, violência ou medo pode coexistir com o desenvolvimento económico sustentável, a boa governação e o Estado de Direito”, defendendo que a segurança dos jornalistas constitui também um pilar essencial da confiança institucional e do investimento.
A federação expressou ainda solidariedade para com Carlitos Cadangue, a sua família, a STV e toda a classe jornalística moçambicana, reiterando o compromisso com um País onde o jornalismo e a actividade económica se exerçam com liberdade, segurança e responsabilidade.




