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Chapo quer que moçambicanos aproveitem ao máximo isenção chinesa de tarifas sobre produtos africanos

O Presidente da República, Daniel Chapo, apelou esta segunda-feira (20), na província chinesa de Qinghai, a que o sector privado moçambicano tire o máximo proveito da isenção de tarifas anunciada por Xi Jinping a 53 países africanos. Durante a Mesa Redonda de Negócios Moçambique-China, o Chefe de Estado sublinhou que, a partir de 1 de Maio, Moçambique passará a beneficiar de “tarifa zero” no acesso ao mercado chinês, uma medida que representa uma oportunidade sem precedentes para a diversificação da base exportadora nacional e para a industrialização do País.

​Chapo enfatizou que esta facilitação comercial é o pilar de uma “nova página” na cooperação bilateral, instando os empresários nacionais a organizarem-se para exportar produtos com valor acrescentado. Com a eliminação das barreiras alfandegárias, o Presidente acredita que Moçambique pode finalmente potenciar a sua produção agrícola e mineira, utilizando a isenção de tarifas como um incentivo directo para que os investidores chineses instalem fábricas em solo moçambicano, processando matérias-primas localmente antes de as enviarem para o mercado chinês.

​Complementando esta abertura comercial, o estadista convidou formalmente os empresários de Qinghai a investirem em sectores estratégicos, com destaque para a mineração de lítio, grafite e energias limpas. O Presidente reiterou que o investimento vindo de Qinghai poderá usufruir desta mesma iniciativa de “tarifa zero”, criando um ciclo virtuoso onde o capital chinês transforma os recursos moçambicanos em produtos competitivos que retornam à China sem custos aduaneiros, beneficiando as economias de ambos os países irmãos.

​Para sustentar este fluxo comercial, Daniel Chapo apresentou o corredor logístico de Moçambique — servido pelos portos de Maputo, Beira e Nacala — como a infra-estrutura ideal para viabilizar as trocas comerciais isentas de taxas. O Chefe de Estado assegurou que o Governo está a criar zonas económicas especiais e zonas francas industriais, onde os investidores terão incentivos fiscais adicionais, potenciando a capacidade de exportação para qualquer parte do mundo, mas com foco privilegiado no mercado chinês agora liberalizado.

​O Presidente concluiu a sua intervenção afirmando que a sua administração está totalmente orientada para “acarinhar e viabilizar” os projectos que surjam desta nova conjuntura tarifária. Chapo reafirmou que o sucesso desta parceria económica depende da capacidade de transformar as oportunidades políticas em resultados comerciais tangíveis, garantindo que Moçambique aproveite este momento de viragem para erradicar a pobreza através de uma governação transparente e virada para o desenvolvimento do povo. (Amad Canda, na China)

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