O Presidente da República, Daniel Chapo, marcou hoje (quarta-feira, 22 de Abril) a III Conferência de Alto Nível do Fórum Global para o Desenvolvimento Partilhado com uma declaração que redefine as expectativas de Moçambique perante a comunidade internacional. O ponto central da sua intervenção consistiu na defesa intransigente de um modelo de cooperação internacional centrado na parceria, rejeitando categoricamente a continuidade do modelo tradicional de assistência.
Daniel Chapo sublinhou que a cooperação deve assentar no respeito mútuo e em benefícios recíprocos, tomando como exemplo a relação entre Moçambique e a China, dois países ligados por uma história profunda que remonta às antigas rotas do Oceano Índico e que se consolidou nos momentos da luta de libertação nacional.
Segundo o Chefe de Estado, esta relação de confiança projecta-se agora numa parceria orientada para a criação de oportunidades e para um futuro de prosperidade partilhada.
O imperativo do desenvolvimento para a Paz
Durante a sua intervenção, o Presidente moçambicano afirmou categoricamente que o desenvolvimento é a base da sustentabilidade, da estabilidade da soberania e da dignidade dos povos, advertindo que: “Sem desenvolvimento não há paz duradoura nem futuro sustentável.”
Neste quadro, sublinhou que o desenvolvimento não pode ser tratado como uma agenda secundária, alertando para o risco de fracasso na implentação da Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável, devido à conjugação de factores como os conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente, as mudanças climáticas e as interrupções nas cadeias de abastecimento.
Em face disso, Chapo partilhou algumas prioridades que considera fundamentais para o sucesso da agenda global de desenvolvimento. As mesmas assentam em cinco alicerces, nomeadamente: industrialização, financiamento ao desenvolvimento, tecnologia e digitalização, energia e capital humano.
A participação do Presidente da República na III Conferência de Alto Nível do Fórum Global, em Beijing, insere-se no quadro da sua visita de Estado à China, que termina hoje. (Amad Canda, na China)




