O investimento chinês em Moçambique poderá aumentar exponencialmente nos próximos tempos, saltando dos actuais 3 a 4 mil milhões para 12 mil milhões de dólares. A informação foi avançada esta quarta-feira, 22 de Abril, pelo Presidente da República, Daniel Chapo, na conferência de imprensa que marcou o encerramento da sua visita de Estado à China, em Beijing.
Chapo afirmou que esta promessa de incremento resulta do trabalho realizado ao longo da visita de sete dias, desde Hunan até Beijing, passando pela província de Qinghai. Em princípio, os investimentos chineses centrar-se-ão nas áreas que constituíram a tónica dominante da visita de Estado, com destaque para a agricultura, energias renováveis, indústria extractiva, educação e saúde.
Adicionalmente, fez saber o Presidente da República que as autoridades chinesas colocaram à disposição de Moçambique, através do Exim Bank da China, um pacote de 700 milhões de yuans (aproximadamente 100 milhões de dólares), cabendo à parte moçambicana “desenhar projectos que possam permitir o uso destes recursos”. A este fundo somam-se os 200 milhões de yuans (cerca de 28 milhões de dólares) cedidos ao País em forma de doação.
Entre os resultados concretos do périplo pela China, Chapo destacou ainda a promessa de aumento de bolsas para estudantes moçambicanos, a construção de um centro cirúrgico que poderá ser um dos maiores de África, assim como as ilações tiradas no que à massificação das energias renováveis diz respeito.
”Nós, em Moçambique, estamos muito concentrados na Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), e conseguimos perceber aqui na China que, ao lado da HCB, pode-se fazer uma grande central de painéis solares e depois acoplar à rede nacional”, anotou.
Em termos gerais, o Estadista moçambicano atribuiu nota positiva à visita de Estado – a primeira de um Chefe de Estado africano à China em 2026 – considerando que sai com “compromissos reforçados e novas oportunidades que deverão ser devidamente aproveitadas em benefício do povo”. (Amad Canda, na China)




