O Presidente do Conselho de Administração do Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água e Saneamento (FIPAAS), Miguel Langa, revelou esta manhã (18 de Maio), no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, que o Compacto Nacional de Segurança Hídrica (PROÁGUAS 2026-2036) prevê mobilizar cerca de 5 mil milhões de dólares ao longo da próxima década para transformar o sector de água e saneamento em Moçambique.
Intervindo na cerimónia de lançamento do compacto, Miguel Langa explicou que o programa assenta em cinco pilares fundamentais: institucional, gestão de recursos hídricos, abastecimento de água, saneamento e mobilização de financiamento.
O PCA do FIPAAS destacou os profundos desafios que justificam a ambição do programa: o aumento populacional, as vulnerabilidades climáticas e a crescente escassez de recursos financeiros. Actualmente, Moçambique regista perdas de abastecimento de água na ordem dos 44% e fortes assimetrias entre zonas urbanas e rurais.
“O que o compacto nos quer trazer neste momento é tentar reduzir essas assimetrias. Queremos sair de onde estamos em 2026 para que, em 2036, tenhamos o cenário mais ou menos invertido em função dos investimentos que conseguirmos mobilizar”, afirmou Miguel Langa.
O responsável sublinhou ainda que uma das grandes oportunidades do sector reside no acesso aos fundos climáticos internacionais e na redução de perdas, que pode tornar as operações mais rentáveis e atrair investidores.
“Há espaço para qualquer investidor, para qualquer fundo que queira embarcar neste desafio”, garantiu, apelando ao envolvimento dos parceiros de cooperação e do sector privado.
O compacto prevê, a curto prazo, o reforço da atracção de investimento e o fortalecimento da segurança hídrica nas comunidades moçambicanas.




