O Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, anunciou este sábado, 23 de Maio, através da sua conta oficial na rede social X (antigo Twitter), que o Rei de Marrocos, Mohammed VI, concedeu indulto aos cidadãos senegaleses detidos e condenados naquele país, na sequência dos tumultos registados à margem da polémica final do CAN 2025/2026.
Na publicação, Bassirou Diomaye Faye revelou que os adeptos já se encontram em liberdade e deverão regressar em breve ao Senegal. “Os nossos compatriotas detidos em Marrocos após os incidentes ocorridos à margem da Taça das Nações Africanas estão em liberdade. Em breve, reunir-se-ão com as suas famílias, graças à Graça Real que Sua Majestade o Rei Mohammed VI lhes concedeu por ocasião do Eid al-Adha”, escreveu o Chefe de Estado senegalês.
O Presidente aproveitou igualmente a ocasião para agradecer ao monarca marroquino e destacar os laços históricos entre os dois países.
“Apresento a Sua Majestade os meus mais sinceros agradecimentos por esta decisão, marcada pela clemência e humanidade. O Senegal e Marrocos partilham uma longa fraternidade, que este gesto, mais uma vez, honra”, acrescentou.
Os adeptos haviam sido acusados pelas autoridades marroquinas de hooliganismo e confrontos com as forças de segurança, tendo sido condenados a penas de prisão em Fevereiro deste ano. A partir de meados de Março de 2026, alguns começaram a ser libertados após o cumprimento parcial das penas.
Recorde-se que 18 adeptos senegaleses foram detidos na sequência dos incidentes ocorridos durante a final da Taça Africana das Nações de 2025, disputada a 18 de Janeiro de 2026, entre Senegal e Marrocos.
A polémica começou nos descontos do tempo regulamentar, quando o árbitro assinalou uma grande penalidade a favor da selecção marroquina, decisão que provocou fortes protestos da equipa senegalesa. Em sinal de contestação, o seleccionador do Senegal ordenou a saída dos jogadores do relvado. Minutos depois, o capitão senegalês, Sadio Mané, liderou o regresso da equipa ao campo.
O marroquino Brahim Díaz acabaria por falhar a grande penalidade, defendida pelo guarda-redes senegalês. A partida seguiu para prolongamento, fase em que o Senegal marcou o golo da vitória.
Contudo, dois meses depois, a Confederação Africana de Futebol (CAF) decidiu retirar o título ao Senegal, aplicando-lhe uma derrota administrativa por 3-0 e atribuindo o troféu a Marrocos. Entretanto, a federação senegalesa interpôs recurso da decisão, processo que continua ainda sem desfecho definitivo.




