O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, anunciou no sábado (7) o endurecimento do conjunto de medidas destinadas a reforçar o combate à imigração ilegal, numa altura em que crescem as tensões em várias comunidades do país relacionadas com a presença de estrangeiros sem documentação.
Num discurso à nação, Ramaphosa afirmou que o Governo irá intensificar as deportações de imigrantes ilegais, criar tribunais especializados para tratar processos de deportação e aumentar as inspecções a empresas que empregam trabalhadores sem documentos válidos.
O chefe de Estado anunciou igualmente, mas ainda sem muitos detalhes, penas mais severas para empregadores que contratem imigrantes ilegais, incluindo a possibilidade de prisão, além do reforço dos mecanismos de controlo fronteiriço e da modernização do sistema migratório através da introdução de novas tecnologias biométricas.
Entre as medidas previstas consta ainda a substituição gradual do actual livrete de identidade verde por um sistema digital, apontado pelo Governo como mais seguro e menos vulnerável a fraudes e roubo de identidade.
Ramaphosa reconheceu que a imigração é uma realidade global, mas defendeu a necessidade de controlar a entrada e permanência irregular de estrangeiros. Ao mesmo tempo, apelou à cooperação com os países da região, afirmando que a África do Sul não conseguirá enfrentar sozinha os desafios migratórios.




