Há 16 anos, neste mesmo dia -11 de Junho -, África do Sul e México faziam história no Estádio Soccer City, ao protagonizarem o jogo de abertura do primeiro Campeonato do Mundo disputado em solo africano. Hoje, às 21 horas de Maputo, as mesmas selecções são novamente chamadas a fazer história, ao defrontarem-se naquele que será o primeiro jogo de um Mundial com três anfitriões – México, Estados Unidos da América (EUA) e Canadá.
Após um jejum de 16 anos, os Bafana Bafana regressam à elite do futebol mundial sem qualquer sobrevivente da “safra” de 2010, mas com a particularidade de serem a única selecção africana – no total, são oito – composta exclusivamente por jogadores “nativos”, ou seja, nascidos no país que representam. Do lado do El Tri, o destaque vai para a presença do eterno Guillermo Ochoa, o único jogador do plantel mexicano que também esteve presente no Mundial realizado na terra do rand.
Na sua quarta participação em fases finais de Campeonatos do Mundo, os sul-africanos procuram alcançar, pela primeira vez, os oitavos-de-final. Já os mexicanos não pretendem apenas apagar a desilusão de 2022, quando foram eliminados na fase de grupos, mas também sonham em chegar o mais longe possível na competição, algo que historicamente tem acontecido quando actuam em casa. Recorde-se que as melhores campanhas do México – os quartos-de-final em 1970 e 1986 – ocorreram precisamente na condição de anfitrião. E o jogo de estreia terá lugar no Estádio Azteca, o mesmo palco que promete voltar a concentrar as atenções do mundo do futebol.
Em Joanesburgo, Siphiwe Tshabalala e Rafael Márquez assinaram o empate a uma bola. E na Cidade do México, como será? Lance o seu prognóstico.




