O Governo prevê que a economia moçambicana cresça, em média, 4,9% ao ano a partir de 2027, podendo atingir 9,5% em 2029, impulsionada pela entrada em produção de novos projectos de Gás Natural Liquefeito (GNL). Segundo o Diário Económico, a previsão consta do Cenário Fiscal de Médio Prazo 2027-2029, aprovado esta terça-feira (08), pelo Conselho de Ministros.
Segundo o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, o documento servirá de base para a elaboração do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) de 2027 e estabelece a estratégia fiscal, as projecções macroeconómicas e os limites globais de despesa para os próximos três anos, reforçando a disciplina e a sustentabilidade das finanças públicas.
O Executivo estima que, sem o contributo do gás, o crescimento económico se situe em cerca de 2,1% ao ano. A expansão será sustentada pelos megaprojectos de GNL na bacia do Rovuma, incluindo o Mozambique LNG, liderado pela TotalEnergies, o Rovuma LNG, da ExxonMobil, e os projectos Coral Sul FLNG e Coral Norte FLNG, desenvolvidos pela Eni.
O cenário macroeconómico prevê igualmente uma redução gradual da inflação, de 8,7% em 2026 para cerca de 5,5% em 2029, acompanhada por medidas de consolidação fiscal, com reforço da arrecadação de receitas internas, maior eficiência da despesa pública e prioridade para investimentos em infra-estruturas, agricultura, energia e capital humano.
O Governo estima ainda que o peso da dívida pública diminua de 72,2% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2025, para 67,1% em 2029, resultado de uma gestão mais prudente da dívida e do recurso a financiamento concessional. Apesar das perspectivas positivas, o Executivo alerta que factores como choques climáticos, insegurança e volatilidade dos mercados internacionais poderão afectar o cumprimento das metas traçadas.




