O ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, desafiou, esta segunda-feira (20), os novos gestores do sector da água e saneamento a acelerarem a expansão do acesso à água potável e a pautarem a sua actuação pela obtenção de resultados concretos. O apelo foi lançado na abertura da Reunião Nacional de Indução e Alinhamento Institucional da Águas de Moçambique, Instituto Público.
Na ocasião, o governante afirmou que o desempenho dos administradores deixará de ser avaliado por indicadores administrativos “burocráticos” e passará a ser medido pelos resultados alcançados no terreno.
“O verdadeiro sucesso será alcançado quando as mulheres moçambicanas deixarem de percorrer quilómetros à procura de água, quando as escolas e as unidades sanitárias tiverem abastecimento regular, quando os agricultores puderem aumentar a produção e quando os empresários encontrarem um serviço público confiável para investir”, declarou.
Fernando Rafael enquadrou esta exigência no Programa ProÁguas 2026–2036, lançado pelo Presidente da República, Daniel Chapo, que estabelece, entre outras metas, a criação de 876.335 novas ligações domiciliárias de água, a construção de 5.336 fontanários, a instalação de 20.074 fontes dispersas e de cerca de 2,8 milhões de infra-estruturas de saneamento melhorado até 2036.




