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PCA da FUNAE visita postos de abastecimento em Nampula

O Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Fundo Nacional de Energia (FUNAE), Mety Oreste Gondola, efectuou, esta quinta-feira, 23 de Julho, uma visita de trabalho à província de Nampula para avaliar a situação dos 20 postos de abastecimento de combustíveis sob gestão da instituição.

Dos 20 postos, 17 encontram-se em funcionamento, embora enfrentem problemas que afectam a sua eficiência operacional, enquanto três permanecem encerrados devido a constrangimentos de natureza técnica, logística e de licenciamento.

Durante a visita, Gondola defendeu a necessidade de resolver com urgência estas situações, advertindo que investimentos avultados não podem continuar improdutivos por causa de obstáculos administrativos ou operacionais.

Em Iapala, no distrito de Ribáuè, o PCA constatou que um posto de abastecimento concluído em 2023 nunca entrou em funcionamento por falta de licença-rádio. Classificou a situação como um “paradoxo”, ao considerar inadmissível que um investimento superior a 30 milhões de meticais permaneça paralisado devido à falta de uma licença avaliada em cerca de 200 mil meticais.

Na ocasião, assumiu o compromisso de desbloquear o processo no prazo máximo de duas semanas e anunciou que a FUNAE irá proceder à reconciliação dos custos fixos suportados pelo gestor do posto, Horácio António, desde 2023.

Em Lalaua, o principal entrave prende-se com o elevado custo do transporte de combustíveis, cerca de quatro meticais acima do valor de referência, tornando a operação economicamente inviável. Como solução transitória, o FUNAE decidiu suportar essa diferença para garantir o abastecimento regular do distrito.

O PCA mostrou-se igualmente preocupado com o fornecimento irregular de combustíveis pela Petromoc aos 17 postos em funcionamento. Segundo explicou, as frequentes rupturas de stock afastam os clientes, reduzem as receitas dos gestores e comprometem a sustentabilidade das operações, apesar de estes continuarem obrigados a suportar os custos fixos de gestão.

Para inverter este cenário, Gondola anunciou um encontro com a Petromoc com vista a garantir maior regularidade no abastecimento. Já em Namaponda, onde os problemas são de natureza técnica, informou que uma equipa de manutenção foi destacada para proceder às reparações necessárias.

Mety Oreste Gondola assegurou que a nova direcção da FUNAE adoptará uma postura de “tolerância zero” perante problemas que se prolongam durante anos sem solução. Segundo afirmou, as medidas agora anunciadas visam salvaguardar o património do Estado, assegurar a continuidade do fornecimento de combustíveis às comunidades e reforçar a sustentabilidade dos operadores locais.

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