A Federação de Desenvolvimento Empresarial de Moçambique (FDEM) inaugurou, este domingo (26), na cidade de Changsha, província chinesa de Hunan, o Centro de Desenvolvimento da Cooperação Económica e Comercial Bilateral Hunan–Moçambique, uma plataforma criada para reforçar as relações empresariais entre os dois países e acelerar a implementação de projectos de investimento.
A iniciativa resulta de uma parceria entre a FDEM, o Grupo de Convenções e Exposições de Hunan e a Aliança de Hunan para o Desenvolvimento da Mineração Inteligente em África. O novo centro foi concebido para funcionar como um mecanismo permanente de articulação entre governos, associações empresariais e empresas, facilitando o acesso à informação, a identificação de oportunidades de negócio e a concretização de investimentos em Moçambique.

Entre os sectores considerados prioritários para a cooperação figuram a mineração inteligente, a transformação e valorização dos recursos minerais, as infra-estruturas e serviços ligados às novas energias, bem como o comércio transfronteiriço de produtos agrícolas e florestais.
Intervindo na cerimónia de inauguração, o presidente da FDEM, Lineu Candieiro, afirmou que a criação do centro representa uma nova etapa nas relações económicas entre Hunan e Moçambique, permitindo substituir contactos dispersos por uma cooperação permanente, estruturada e orientada para o desenvolvimento industrial.
Além de promover o investimento, a plataforma prestará apoio às empresas chinesas interessadas em operar em Moçambique, disponibilizando assistência nas áreas jurídica, fiscal, financeira, de segurança e de tramitação administrativa. Do lado chinês, serão igualmente mobilizados mecanismos de apoio à internacionalização, programas de incubação empresarial e a participação em feiras e exposições.
A FDEM revelou ainda que já está a trabalhar na identificação e articulação de diversos projectos de investimento. Entre eles destacam-se iniciativas ligadas à transformação de lítio e grafite na província da Zambézia, ao processamento de castanha de caju e de outros produtos agrícolas e florestais, ao comércio transfronteiriço e ao desenvolvimento de soluções de novas energias para zonas mineiras.

Segundo a federação, o objectivo é transformar os recursos naturais de Moçambique em oportunidades de industrialização, aproveitando a complementaridade entre o potencial económico moçambicano e as capacidades tecnológicas, industriais, financeiras e humanas da província de Hunan.
A criação do centro surge num contexto em que a China continua a afirmar-se como um dos principais parceiros comerciais de Moçambique e um dos mais importantes destinos das exportações nacionais. A cooperação económica entre os dois países abrange sectores como mineração, agricultura, infra-estruturas, energia, indústria transformadora e comércio, áreas que a nova plataforma pretende aprofundar, promovendo maior investimento, criação de valor acrescentado e geração de emprego em Moçambique.




