O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe entregou, nesta sexta-feira, 14 de Agosto, à Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), a aeronave Embraer 190 “Zambeze”, numa cerimónia realizada em Nacala, província de Nampula, onde a aeronave realizou o seu primeiro voo comercial na ligação Maputo–Nacala. Aguardando igualmente pela chegada da segunda aeronave, denominada “Limpopo”, que chega amanhã.
Na ocasião, Matlombe explicou que a incorporação das duas aeronaves faz parte do processo de transformação que o Governo está a promover no sector dos transportes, com particular atenção para a recuperação da capacidade operacional da LAM.
João Matlombe deixou claro que a entrada de novas aeronaves não representa, por si só, a solução para os problemas que afectam a LAM, “A recuperação da LAM não se resume apenas à aquisição ou incorporação de novas aeronaves”, advertiu, apontando a necessidade de melhorar a gestão, controlar custos, racionalizar operações e reforçar a disciplina operacional.
Segundo o governante, o investimento pretende contribuir para melhorar a mobilidade no País e reforçar a integração económica e territorial, tendo em conta a dimensão de Moçambique e a distribuição dos principais centros de actividade económica pelas diferentes regiões.
“A circulação de pessoas, bens, serviços e factores de produção é uma condição fundamental para o funcionamento da economia”, afirmou.
Para o Governo, a meta é construir uma companhia mais eficiente, financeiramente sustentável e capaz de prestar um serviço regular, seguro e de qualidade.
Matlombe defendeu, por isso, que a frota deve ser encarada como um instrumento para alcançar esses objectivos, sendo igualmente determinantes a qualidade da gestão, a capacidade comercial, a disciplina operacional e o compromisso dos trabalhadores.
O Executivo espera que o reforço da frota se traduza em maior regularidade dos voos, melhor utilização dos activos, maior eficiência e melhoria progressiva dos serviços prestados aos passageiros.
A cerimónia ocorre igualmente num momento de renovação da identidade da companhia, com a introdução da marca AIR Mozambique, contudo, o Governo entende que, a mudança de imagem deverá ser acompanhada por uma transformação efectiva da organização.
“A modernização de uma companhia aérea não se limita apenas à sua imagem”, sublinhou Matlombe, defendendo mudanças na forma de gestão, utilização dos recursos, organização das operações e resposta às exigências do mercado.




