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Arsénia Massingue destaca cooperação entre Estados-membros da SADC

A Secretária de Estado na Província de Inhambane, Arsénia Massingue, destacou a importância da cooperação entre os Estados-membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) para a promoção da paz, estabilidade, desenvolvimento económico, integração regional e melhoria das condições de vida das populações.

Falando na segunda-feira, 17 de Agosto, na cidade da Maxixe, durante o encerramento da Semana da SADC, que decorreu sob o lema “Promovendo saúde de qualidade, fortalecendo o bem-estar das comunidades da SADC”, Massingue afirmou que Moçambique reitera o seu compromisso com os ideais da organização e com o fortalecimento dos laços de amizade, solidariedade e cooperação que unem os países da região.

Na ocasião, a governante saudou o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, pela liderança e pelo empenho na consolidação das relações de amizade e cooperação com os países da África Austral.

Segundo Massingue, uma região mais integrada, pacífica e saudável constitui uma condição essencial para alcançar o desenvolvimento sustentável preconizado pelos Estados-membros da SADC.

“É, para nós, motivo de grande satisfação celebrar esta importante data nesta cidade, reconhecida pelo seu dinamismo económico, pela sua importância estratégica na ligação entre diferentes pontos da Província de Inhambane e pelo papel que desempenha na vida social e económica da nossa província”, afirmou.

Sobre o lema da celebração, a Secretária de Estado considerou que este constitui um apelo à promoção de uma saúde de qualidade, que não deve ser entendida apenas como a existência de unidades sanitárias, mas também como a garantia de acesso universal e equitativo a serviços eficazes, seguros, humanizados e sustentáveis.

Para Massingue, isso implica assegurar profissionais qualificados, medicamentos essenciais, tecnologias apropriadas, infra-estruturas adequadas e cuidados de saúde centrados nas necessidades das pessoas. Defendeu, igualmente, que ninguém deve ser excluído do acesso aos serviços de saúde em razão da sua condição económica, idade, género ou localização geográfica.

A governante reconheceu, entretanto, que a região continua a enfrentar desafios significativos no sector da saúde. Entre os principais problemas, apontou as doenças transmissíveis, como o HIV e SIDA, a tuberculose e a malária, que continuam a exigir esforços coordenados de prevenção e controlo.

Ao mesmo tempo, destacou o crescimento das doenças não transmissíveis, com particular enfoque no cancro, que, segundo afirmou, requer maior atenção à prevenção, ao diagnóstico precoce, ao tratamento e ao acompanhamento dos pacientes.

Massingue alertou ainda que muitos dos desafios de saúde pública ultrapassam as fronteiras nacionais, tornando indispensável o reforço da cooperação regional.

“Os surtos de doenças, a mobilidade das populações, as migrações, a insegurança alimentar, as crises humanitárias e os fenómenos climáticos extremos exigem mecanismos de cooperação e respostas coordenadas”, afirmou.

Neste contexto, defendeu o contínuo reforço da capacidade dos países da região para prevenir, preparar e responder às emergências de saúde pública.

A Secretária de Estado salientou também o papel das comunidades na resposta aos desafios sanitários, observando que a experiência regional demonstra que populações informadas, capacitadas e activamente envolvidas contribuem para o sucesso das campanhas de vacinação, da prevenção do HIV, tuberculose e malária, da vigilância epidemiológica e da resposta às emergências sanitárias.

Massingue defendeu, por outro lado, que a saúde não pode ser encarada como uma responsabilidade exclusiva do sector sanitário, uma vez que factores como alimentação, água, saneamento, educação, ambiente, protecção social, habitação, emprego, juventude e igualdade de oportunidades têm influência directa sobre a saúde e o bem-estar das populações.

“Precisamos de continuar a trabalhar de forma integrada, investir nos recursos humanos, melhorar as infra-estruturas, reforçar a disponibilidade de medicamentos essenciais e fortalecer a segurança alimentar e nutricional”, afirmou.

A governante acrescentou que é igualmente necessário combater a violência e o consumo de estupefacientes, sobretudo entre os jovens, através de acções preventivas e de respostas articuladas.

Segundo Massingue, estas áreas devem permanecer entre as prioridades da cooperação regional em matéria de saúde, tendo em vista o fortalecimento dos sistemas sanitários e a melhoria das condições de vida das populações dos países da SADC.

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