A economia moçambicana registou um crescimento de 1,7% no segundo trimestre de 2026, em comparação com o período homólogo de 2025, segundo os dados preliminares das Contas Nacionais Trimestrais, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.
Texto: Amad Canda
O desempenho positivo foi puxado, sobretudo, pelo sector terciário, que registou uma variação de 2,5%, com destaque para o ramo de Hotéis e Restaurantes, que cresceu 14,5%, seguido pelos Serviços Financeiros, com 4,2%. O Comércio e Serviços de Reparação cresceu 1,2%, enquanto os Transportes, Armazenagem, Informação e Comunicações avançaram 0,7%.
O sector primário também contribuiu para o resultado positivo, com um crescimento de 1,8%, impulsionado pela Agricultura, Pecuária e Actividades relacionadas, que registou 2,0%. A indústria de extracção mineira cresceu 1,7%, enquanto a pesca e aquacultura registaram uma quebra de 1,1%.
Em sentido contrário, o sector secundário apresentou uma contracção de 6,0%, penalizado sobretudo pela Indústria Transformadora, que caiu 11,2%. Em contrapartida, a Electricidade, Gás e Distribuição de Água cresceu 7,1% e a Construção registou uma ligeira subida de 0,8%.
Agricultura mantém maior peso na economia
Em termos de composição da economia, o ramo da Agricultura, Pecuária e Actividades relacionadas continua a ser o de maior peso, representando 31,6% do Produto Interno Bruto (PIB). A Indústria de extracção mineira surge em segundo lugar, com 15,0%, seguida dos Transportes, Armazenagem, Informação e Comunicações (8,0%) e do Comércio e Serviços de Reparação (7,3%).
Os restantes ramos – Administração Pública, Indústria Transformadora, Aluguer de Imóveis, Educação, Electricidade e Água, Hotéis e Restaurantes, e Pesca e Aquacultura – representam, em conjunto, cerca de 22% do PIB.
Consumo privado e exportações em alta
Do lado da despesa, o consumo final registou um aumento de 7,9%, reflectindo o crescimento do consumo privado (8,4%) e do consumo público (6,5%). Já a Formação Bruta de Capital fixa sofreu uma queda de 16,5%, explicada pela redução da variação de existências face ao mesmo período de 2025.
As exportações de bens e serviços cresceram 5,1%, enquanto as importações aumentaram 3,1%.




