O Presidente do Quénia, William Ruto, ordenou à Tata Chemicals, empresa de origem indiana, que encerre as suas operações no país, alegando que a presença da companhia não trouxe benefícios suficientes para a economia local. A decisão foi anunciada na quinta-feira, 3 de Setembro, durante uma visita de Ruto ao condado de Kajiado, no sul do país.
Segundo a Reuters, o Governo pretende substituir a Tata Chemicals por duas novas empresas, uma dedicada à produção de vidro e outra ao fabrico de produtos químicos. Ruto criticou particularmente a actuação da companhia na região de Magadi, onde a Tata mantém uma fábrica de produção de carbonato de sódio.
A ordem surge depois de, no final de Julho, o Governo queniano ter determinado à unidade local da Tata Chemicals que suspendesse as operações na fábrica de Magadi e interrompesse as exportações de carbonato de sódio. A empresa afirmou, na altura, que estava a analisar as questões levantadas pelas autoridades.
Em comunicado divulgado na quinta-feira, a Tata Chemicals disse respeitar a autoridade do Governo do Quénia e manifestou disponibilidade para continuar o diálogo através dos canais legais e regulatórios. A empresa afirmou ainda ter apresentado uma resposta abrangente às questões levantadas pelo Ministério, incluindo informações sobre o cumprimento das exigências regulamentares.
Ruto questionou os benefícios económicos deixados pela Tata Chemicals durante o período em que a empresa esteve presente em Kajiado. “Eles não construíram nada em Kajiado, não construíram nenhuma fábrica”, afirmou o Presidente, defendendo a entrada de novos investidores para impulsionar a industrialização e a criação de emprego na região.
A Tata Chemicals, por sua vez, afirmou que a sua prioridade continua a ser o bem-estar dos trabalhadores, da comunidade de Magadi e dos seus parceiros no Quénia, bem como o desenvolvimento económico do país. A decisão do Governo poderá agora abrir caminho para uma nova configuração da indústria química e de produção de vidro em Kajiado.



