Mais de cinco décadas depois da assinatura dos Acordos de Lusaka, a Frelimo volta a olhar para o legado da luta de libertação nacional e aponta a juventude como uma das principais forças para a construção do futuro do País. No Dia da Vitória, celebrado esta segunda-feira, 07 de Setembro, o partido reafirma o compromisso com a soberania, a unidade nacional, a paz e o desenvolvimento, defendendo maior valorização das novas gerações.
A 7 de Setembro de 1974, Frelimo e o Governo Colonial Português assinaram, em Lusaka, capital da Zâmbia, o acordo que abriu caminho para a independência de Moçambique, um marco histórico que, segundo o partido, continua a representar a coragem e a determinação da chamada Geração 25 de Setembro, cujo legado deve servir de inspiração para os jovens moçambicanos.
Na mensagem alusiva à data, a Frelimo sustenta que a juventude não deve ser vista apenas como beneficiária das políticas públicas, mas como protagonista do processo de transformação do País passando pela criação de oportunidades e pela participação activa dos jovens nos diferentes sectores da vida nacional.
Frelimo entende que a nova geração está chamada a assumir a responsabilidade de dar continuidade ao projecto de construção de um Moçambique “cada vez mais próspero, unido e orientado para a conquista da independência económica”.
A posição surge num contexto em que o País enfrenta desafios económicos e sociais que afectam particularmente os jovens, desde a necessidade de oportunidades de emprego e empreendedorismo até ao acesso à formação e à participação nos processos de desenvolvimento.
É neste quadro que a Frelimo destaca ainda as orientações saídas da 11.ª Conferência Nacional de Quadros, realizada em Agosto, como parte da reflexão sobre os principais desafios e prioridades do País.
Na ocasião, o Presidente da República e Presidente da Frelimo, Daniel Chapo apelou à mobilização colectiva para enfrentar os males que condicionam o desenvolvimento nacional e defendeu a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e próspera.
A mesma visão, segundo o partido, está reflectida no livro “Renovar Moçambique: Uma Nova Era, Um Pacto com o Povo”, no qual Chapo defende uma nova página na história do País, colocando o cidadão no centro da governação e das transformações económicas e sociais.
Ao evocar o percurso da luta de libertação, a Frelimo associa igualmente o 7 de Setembro à criação da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN), destacando o papel dos veteranos na conquista da independência.




