O Presidente da República, Daniel Chapo inaugurou, esta sexta-feira, o Sistema de Abastecimento de Água de Muatimamba, no distrito de Panda, província de Inhambane, uma infra-estrutura que beneficia imediatamente cerca de três mil pessoas e tem capacidade para atender até cinco mil habitantes.
A entrega da infra-estrutura surge num contexto de preparação das comunidades para os possíveis efeitos do fenómeno El Niño, nomeadamente a seca, a escassez de água e o aumento das temperaturas. Para o Chefe do Estado, a disponibilização de água representa uma medida concreta para reduzir a vulnerabilidade das populações e melhorar as suas condições de vida.
A inauguração ocorreu no âmbito da agenda de Governação de Proximidade e, segundo Daniel Chapo, representa também o cumprimento de um compromisso assumido com a população de Panda durante a campanha eleitoral de 2024.
“Nós queremos dizer que viemos aqui inaugurar esse sistema, porque é do vosso conhecimento que nós passamos por aqui a fazer promessas em 2024, a dizer se votarem em nós, vamos trazer mais água. Hoje viemos cumprir com a nossa promessa, a água está aqui”, afirmou o Presidente da República.
Água como resposta à seca
Ao justificar a importância do empreendimento, Chapo destacou que a água constitui um recurso indispensável à vida e ao desenvolvimento das comunidades. A sua disponibilidade, defendeu, deve contribuir não apenas para o consumo doméstico, mas também para a criação de condições para que as famílias desenvolvam actividades produtivas.
Neste sentido, o Presidente voltou a incentivar a população a apostar em hortas familiares, aproveitando a disponibilidade de água para produzir alimentos nos próprios quintais, melhorar a dieta e reduzir as despesas das famílias. A construção do sistema de Muatimamba enquadra-se igualmente nos esforços do Governo para antecipar os impactos associados ao El Niño.
O Executivo pretende acelerar a implantação de infra-estruturas de abastecimento de água em diferentes regiões do país, numa altura em que várias comunidades permanecem expostas aos efeitos da irregularidade das chuvas e da seca.
180 sistemas previstos
A intervenção faz parte do programa Pro-Águas, financiado pelo Governo de Moçambique e parceiros de cooperação, incluindo o Reino Unido. No âmbito deste programa, estão previstos 180 sistemas de abastecimento de água em todo o país, dos quais 11 serão construídos na província de Inhambane.
Muatimamba é uma das localidades abrangidas por esta iniciativa, que pretende ampliar o acesso das populações a fontes de água mais seguras e contribuir para a melhoria das condições de vida nas comunidades rurais.
Apesar da entrega da infra-estrutura, o Presidente da República advertiu que a sua sustentabilidade dependerá também do comportamento dos próprios beneficiários. Chapo apelou à população para proteger o sistema e evitar actos de vandalismo e sabotagem que possam comprometer o seu funcionamento.
“Mas proteger este sistema é nossa responsabilidade”, salientou.
O Chefe do Estado explicou ainda que o pagamento regular da água é fundamental para garantir a continuidade do serviço, uma vez que as receitas são necessárias para suportar despesas com energia eléctrica, produtos utilizados no tratamento da água e aquisição de peças para a manutenção dos equipamentos.
Apelo à paz e protecção das infra-estruturas
Na mesma ocasião, Daniel Chapo associou a expansão dos serviços públicos à necessidade de preservar a paz, a segurança e a estabilidade no país. Apelou às comunidades para rejeitarem a violência, os discursos de ódio, a desinformação, os boatos e actos de sabotagem contra infra-estruturas públicas.
Para o Presidente, o desenvolvimento de Moçambique é um processo gradual que exige o envolvimento das comunidades e a preservação das condições necessárias para a implementação dos projectos.
A entrega do sistema de Muatimamba surge, assim, como mais uma intervenção do Governo na expansão do acesso à água, sobretudo numa altura em que a preparação para eventuais períodos de seca ganha maior relevância.
No encerramento, Daniel Chapo reiterou que o Executivo continuará a trabalhar para expandir o acesso das populações à água, energia, estradas, escolas, livros e medicamentos, “Poucos aos poucos, com paz, com segurança, vamos desenvolver Moçambique”, afirmou.




