A resistência, a superação e o convívio marcaram, no último sábado, 19 de Setembro, a realização da Namaacha Dry, uma prova de atletismo de 21 quilómetros que reuniu atletas profissionais e amantes da actividade física no distrito fronteiriço e montanhoso de Namaacha, na Província de Maputo.
Organizada pela Matola Running Club, em parceria com o Ginásio Afro Gym, a prova decorreu num percurso marcado pelas subidas e serviu não só para promover a prática desportiva, mas também como oportunidade de preparação para atletas que se preparam para desafios nacionais e internacionais.
A geografia de Namaacha, caracterizada pelo relevo montanhoso, tornou a corrida particularmente exigente, obrigando os participantes a testar a resistência física ao longo do percurso.
“Descobrimos que aqui na Namaacha é um sítio onde podemos vir correr por causa da resistência às subidas. Não é fácil, não é fácil… nós chamamos de ‘me matar devagar’. Me matou, mas é isso mesmo que nós precisamos como corredores”, contou uma das participantes, citada pela TV Sucesso, que acompanhou o evento.
Para além do carácter recreativo, a Namaacha Dry assumiu uma dimensão competitiva e de preparação para atletas de alta performance. Segundo a organização, alguns dos participantes utilizaram a prova como parte da preparação para competições de longa distância.
“A Matola Running Club é virada para atletas de alta performance. Temos aqui atletas, por exemplo, que vão fazer o Ultra Rock, que é uma trilha de 100 km; temos também atletas que vão fazer a Comrades, que é uma corrida de 90 km; temos atletas que vão fazer o Ironman, que é uma disciplina de três modalidades”, explicou a organização.
A mesma fonte acrescentou que o percurso de Namaacha foi escolhido precisamente pela exigência física que oferece, permitindo aos atletas testar a sua preparação antes de competições internacionais.
Na prova dos 21 quilómetros, Alice Mutsenga venceu a competição feminina, enquanto Genildo Kapetine foi o vencedor na categoria masculina.
“É muito bom saber que consegui conquistar o primeiro lugar, porque há muitas dificuldades durante a corrida, mas, graças a Deus, a corrida foi perfeita. Não tive lá muitas dificuldades e consegui concluir a corrida em primeiro lugar”, afirmou Mutsenga.
Kapetine, por sua vez, destacou as condições encontradas durante a prova. “A preparação foi boa e gostei do percurso também. A temperatura permitiu correr”, disse.
A realização da Namaacha Dry reforça, assim, o potencial do distrito para acolher iniciativas ligadas ao atletismo e a outras actividades ao ar livre, aproveitando as características naturais do território para proporcionar aos praticantes desafios de resistência e preparação física.




