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Autoridades encontram vestígios de substâncias no rio Loreco na província do Niassa

Uma equipa multissectorial foi destacada para apurar com precisão o que terá provocado a morte de milhares de peixes nas proximidades de Marrangira, no distrito de Marrupa, numa área próxima da zona tampão da Reserva Especial do Niassa. No local foram encontrados vestígios de substâncias ainda não identificadas.

Segundo a directora provincial da Agricultura e Pescas, Flávia Langa, as autoridades tomaram conhecimento da ocorrência e, de imediato, uma equipa multissectorial composta por elementos da Polícia da República de Moçambique (PRM), do Serviço Distrital de Actividades Económicas (SDAE) de Marrupa, da AQUA e técnicos da área da Medicina e Saneamento deslocou-se ao local para apurar as circunstâncias da morte dos peixes.

 “Tomámos conhecimento ontem que, no Rio Loreco, em Marrangira, foram encontrados, junto da lagoa, milhares de peixes mortos. Uma equipa multissectorial, composta pela PRM, SDAE de Marrupa, AQUA e técnicos da Medicina e Saneamento, foi ao local”, explicou Flávia Langa à Televisão de Moçambique.

De acordo com a responsável, durante a deslocação ao local foram encontrados vestígios de substâncias, cuja natureza ainda não foi identificada.

“Encontrámos vestígios de substâncias ainda não identificadas, mas foram recolhidas amostras para o laboratório, assim como estes peixes mortos”, disse.

As autoridades identificaram igualmente sinais de actividade na zona, tendo sido observadas picadas, o que levanta a suspeita de que grupos de garimpeiros ilegais possam estar a trabalhar naquela área.

Entretanto, a directora provincial esclareceu que as investigações ainda estão em curso e que será necessário aguardar pelos resultados das análises laboratoriais para determinar que substâncias terão sido introduzidas nas águas e se existe relação com a mortandade dos peixes.

“Identificou-se que também há picadas. Supõe-se que um grupo de garimpeiros ilegais esteja a trabalhar nessa área”, afirmou.

Perante a situação, o Governo decidiu isolar o local e orientou para que a população das zonas vizinhas não se desloque à área afectada enquanto decorrem os estudos.

“Como Governo, foi isolado o local. Nenhuma população vizinha deve-se fazer ao local. Está-se a fazer estudos para se saber quais são as substâncias que foram introduzidas nas águas”, explicou Langa.

Entre as medidas tomadas pelas autoridades está também a retirada e o isolamento da água considerada suspeita de contaminação, bem como a recolha dos peixes mortos para posterior incineração. (Milton Zunguze)

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