O Governo prevê iniciar, no primeiro trimestre de 2027, as obras do programa “Mais Estradas – 2031”, uma iniciativa avaliada em cerca de 2,8 mil milhões de dólares norte-americanos, destinada à intervenção em mais de três mil quilómetros de estradas ao longo de cinco anos. O arranque dos trabalhos dependerá da conclusão dos procedimentos de avaliação das propostas e da adjudicação dos contratos, segundo anunciou o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe. A informação foi avançada esta quarta-feira (14), em Maputo, durante a abertura do Segundo Conselho Coordenador do Ministério dos Transportes e Logística.
Segundo Matlombe, o programa encontra-se numa fase de preparação para a execução, tendo já sido lançados os concursos públicos para a realização das obras. Neste momento, decorre a avaliação das propostas submetidas, uma etapa necessária para a adjudicação dos contratos e a mobilização dos empreiteiros.
“A nossa expectativa é que, concluídos os procedimentos de avaliação e adjudicação, se inicie, no primeiro trimestre de 2027, uma mobilização massiva para o arranque das obras em todo o território nacional”, afirmou o governante.
O ministro considera que o início das intervenções deverá marcar uma nova etapa na execução dos investimentos rodoviários, com impacto na melhoria da transitabilidade, no reforço da conectividade territorial e na criação de condições favoráveis ao desenvolvimento económico.
O programa “Mais Estradas – 2031” constitui uma das apostas do Governo para melhorar a rede rodoviária nacional, através de intervenções destinadas a reforçar as ligações entre províncias, distritos, centros de produção e principais corredores de desenvolvimento do país.
A iniciativa surge num contexto em que as condições de transitabilidade continuam a constituir um desafio para a circulação de pessoas e mercadorias, o escoamento da produção nacional e a dinamização das actividades económicas e sociais.
Para Matlombe, a concretização dos objectivos do programa exige também mudanças na forma como a rede rodoviária é gerida, com maior rigor no planeamento, definição de prioridades e programação das intervenções.
O governante defendeu igualmente a necessidade de assegurar uma mobilização eficiente dos recursos financeiros, técnicos e humanos disponíveis, de modo a garantir a execução dos investimentos previstos.




