A Aliança Nacional para a Mudança e Libertação (ANAMOLA) exigiu, esta terça-feira, 20 de Outubro, em Maputo, que o Presidente da República, Daniel Chapo, se pronuncie publicamente, no prazo de 10 dias, sobre as denúncias de assassinatos, sequestros, torturas e atentados contra membros do partido.
Numa conferência de imprensa dirigida pelo respectivo secretário-geral , James Njiji, aquela formação política fez saber que a violência contra os seus membros, desde 2024, já provocou 65 mortes.
O partido denuncia igualmente centenas de casos de violações graves dos direitos humanos, entre os quais se incluem raptos e torturas e exige o esclarecimento dos crimes e a responsabilização dos seus autores. Nesta senda, Njiji exige do Presidente da República um pronunciamento dentro do prazo estipulado pela formação política.
“Na qualidade de Chefe de Estado e garante do regular funcionamento das instituições e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, [apelamos] para que se pronuncie de forma urgente, clara e inequívoca no prazo de 10 dias” afirma.
Para além do prazo estipulado, o secretário-geral do Anamola apresentou oito exigências escritas para o Chefe de Estado. Entre as reivindicações constam a condenação pública dos actos de violência denunciados, a abertura de investigações imparciais, a identificação e responsabilização dos alegados autores, o respeito pela Constituição e pelos direitos de reunião e manifestação, bem como a adopção de medidas para proteger os membros e dirigentes da formação política. O partido exige ainda que o Chefe do Estado reafirme o compromisso das instituições públicas com a defesa da vida, da liberdade e da integridade física dos cidadãos.




