O Presidente da República, Daniel Chapo, desafiou o sector financeiro a desenvolver mecanismos de financiamento ajustados à realidade das mulheres empreendedoras, defendendo que contratos, facturas e viabilidade dos negócios sejam considerados alternativas às garantias reais tradicionais, como imóveis, no acesso ao crédito.
O desafio foi lançado esta quarta-feira(21), na cidade de Maputo, durante o Fórum Económico da Mulher, onde o Chefe do Estado apelou igualmente às grandes empresas, às instituições públicas e às organizações da sociedade civil para reforçarem o apoio ao desenvolvimento dos negócios liderados por mulheres.
“Precisamos de um sistema financeiro que reconheça o potencial produtivo das mulheres e lhes ofereça oportunidades reais de crescimento”, afirmou Chapo, defendendo a criação de produtos financeiros e soluções que respondam às necessidades específicas das empreendedoras, incluindo mecanismos de garantia de crédito e modalidades de financiamento adequadas à viabilidade dos seus negócios.
Segundo o Presidente da República, a falta de garantias imobiliárias não deve constituir um impedimento absoluto ao financiamento de iniciativas empresariais com potencial económico.
“O que nós estamos a dizer é que a garantia real, que geralmente é composta por um imóvel, não é a única forma de financiar as mulheres”, declarou, exemplificando que uma empreendedora com um contrato sólido de fornecimento de refeições a uma empresa multinacional durante 10 anos apresenta um elemento que pode sustentar uma decisão de financiamento.
Ainda na mesma ocasião, Chapo encorajou o investimento no conhecimento, na qualidade dos produtos e serviços, na organização colectiva e na criação de parcerias, defendendo igualmente o aproveitamento das tecnologias modernas.
“Organizem-se, invistam no conhecimento, apostem na qualidade, unam-se e utilizem a tecnologia, a inteligência artificial, a computação e outras tecnologias modernas”, exortou.
O Chefe do Estado incentivou, por outro lado, a entrada de mulheres em sectores da economia tradicionalmente dominados por homens, apontando a construção civil como uma das áreas que oferecem oportunidades para a diversificação do empreendedorismo feminino. Clara Adolfo




