A empresa Jampur, sediada no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, vai assumir a gestão da Fábrica de Painéis Solares de Moçambique (FPSM), localizada no Parque Industrial de Beluluane, província de Maputo, ao abrigo de uma concessão de 20 anos, com a perspectiva de modernizar os equipamentos e aumentar a capacidade de produção para responder às necessidades de electrificação rural.
A informação foi avançada por Joaquim Makanguisse, administrador do Pelouro de Projectos do Fundo Nacional de Energia (FUNAE), durante a cerimónia de passagem da unidade industrial à gestão privada, realizada esta quarta-feira, 21 de Outubro. Segundo o responsável, a fábrica encontra-se paralisada há cerca de três a quatro anos, devido à desactualização dos equipamentos, aos elevados custos de manutenção e às dificuldades de acesso a assistência técnica especializada e matérias-primas.
Makanguisse explicou que, antes da paralisação, a unidade tinha capacidade para produzir até 100 painéis solares por dia. Com a entrada da Jampur, espera-se que a modernização tecnológica permita elevar significativamente os níveis de produção, embora a nova capacidade ainda esteja por determinar.
“Estamos certos de que vai aumentar a capacidade em números significativos”, afirmou, acrescentando que a empresa concessionária está a realizar levantamentos técnicos para avaliar o estado das instalações e definir as intervenções necessárias, bem como o investimento a realizar.
Apesar de os trabalhos de avaliação já terem começado, ainda não existe uma data definida para o reinício da produção. O administrador do Pelouro de Projectos do FUNAE esclareceu que a retoma dependerá dos resultados do diagnóstico técnico e da implementação das melhorias previstas para a fábrica.
A passagem para a gestão privada pretende reforçar a capacidade de resposta do País no domínio da electrificação fora da rede, sobretudo nas zonas rurais, onde o acesso à energia continua a constituir um desafio. A iniciativa enquadra-se nos esforços de expansão do acesso à electricidade através de soluções solares.
No que respeita aos trabalhadores, Makanguisse revelou que os 14 funcionários que estavam afectos à fábrica foram integrados noutros sectores do FUNAE, mantendo os seus vínculos contratuais com a instituição. A Jampur poderá, entretanto, recrutar novos trabalhadores para assegurar o funcionamento da unidade, estando a contratação dependente das necessidades operacionais da empresa.
O responsável esclareceu ainda que a produção não será integralmente baseada em componentes fabricados em Moçambique, uma vez que parte dos equipamentos e matérias-primas terá de ser importada para completar o processo industrial.
Além dos painéis solares, a Jampur manifestou interesse em produzir contadores de energia e avaliar a possibilidade de introduzir outros equipamentos necessários aos sistemas solares, podendo alargar progressivamente a carteira de produtos da unidade industrial.




