O País acumulou prejuízos superiores a 4,5 mil milhões de dólares norte-americanos entre 2000 e 2025, em consequência de mais de 75 eventos climáticos extremos, revelou o ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, recentemente, na abertura do Primeiro Simpósio sobre Adaptação e Resiliência Climática, realizado no Campus da Universidade Eduardo Mondlane, na cidade de Maputo.
Segundo Albino, as cheias e inundações registadas este ano afectaram cerca de 724 mil pessoas nas regiões Sul e Centro do país, causando perdas estimadas em 647 milhões de dólares. As necessidades de recuperação estão avaliadas em 1,6 mil milhões de dólares.
Perante este cenário, o ministro defendeu o reforço das medidas de prevenção, adaptação e mitigação, bem como investimentos em infra-estruturas resilientes, sistemas de irrigação e soluções baseadas na natureza.
“Precisamos de agir para criar capacidade de adaptação e mitigação e uma resiliência, pois, ao longo dos anos, verifica-se o aumento da frequência e da intensidade destes fenómenos”, afirmou.
Albino apelou igualmente à academia para transformar o conhecimento científico em soluções práticas que apoiem a tomada de decisões e reduzam a dependência do financiamento externo.
Por sua vez, o reitor da UEM, Manuel Guilherme Júnior, afirmou que o simpósio visa promover a produção e partilha de conhecimento científico sobre as mudanças climáticas e as formas de adaptação aos seus efeitos.
“A investigação produzida na UEM visa municiar o Estado moçambicano com evidência sólida para a tomada de decisão”, sublinhou.
Com a duração de dois dias, o encontro reúne académicos, representantes de instituições públicas e privadas e parceiros de desenvolvimento, com o objectivo de identificar soluções para reforçar a capacidade de adaptação do País e proteger as populações dos impactos climáticos.




