O presidente da Renamo, Ossufo Momade lamentou, em Maputo, a expulsão de António Muchanga do partido, durante o encerramento da terceira sessão do Conselho Nacional da formação política, onde foi tomada a decisão de afastar o histórico dirigente.
Texto: Arton Macie
Momade assumiu o peso da medida e que a deliberação tomada pelo órgão partidário foi difícil, apesar de a considerar necessária, “Esta sessão teve que tomar uma decisão difícil e dolorosa: a deliberação sobre o membro António Muchanga”, afirmou.
O dirigente rejeitou a ideia de que a expulsão tenha resultado de uma decisão individual, e ressaltou que foi uma medida aprovada pela maioria dos cerca de 200 membros com direito de voto presentes na reunião, no âmbito de um processo disciplinar relacionado com alegadas violações dos estatutos do partido.
“Temos que organizar a casa e organizar depressa. Esta sessão tomou uma decisão difícil, a expulsão do António Muchanga. Não foi a decisão de um homem, foi a decisão deste Conselho Nacional, órgão soberano do partido entre congressos, tomada à luz dos nossos estatutos”, declarou.
A decisão ocorre numa altura em que a liderança de Momade enfrenta contestação interna, incluindo críticas públicas de Muchanga, que defendia a saída do presidente da Renamo. Perante o risco de agravamento das divisões, Momade apelou à contenção e à preservação da unidade partidária, e fez uma advertência contra manifestações de hostilidade nas plataformas digitais.
“O conselho decidiu encerrar este capítulo, decidiu para proteger a instituição. Por isso, apelamos a todos, a partir deste momento, não transformemos esta decisão em campanha de ódio, em linchamento público ou em festival de insultos nas redes sociais”, afirmou.




