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Destruídas mais de 15 mil casas desde o início da época chuvosa

As cheias e inundações registadas em Moçambique desde o início da presente época chuvosa e ciclónica já provocaram uma destruição significativa de infra-estruturas sociais, com particular destaque para as habitacionais, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

De acordo com o balanço cumulativo referente ao período de 1 de Outubro de 2025 a 16 de Janeiro de 2026, um total de 15.499 casas foi afectado em todo o País, das quais 4.615 foram totalmente destruídas e 10.884 parcialmente destruídas. Outras 37.418 habitações ficaram inundadas, deixando dezenas de milhares de famílias sem condições mínimas de habitabilidade e segurança.

O sector da saúde também sofreu impactos, ainda que em menor número absoluto, mas com elevado significado social. Os dados do INGD indicam que 15 unidades sanitárias foram afectadas pelas cheias, comprometendo o acesso aos cuidados de saúde em várias comunidades, num contexto já marcado por elevada pressão sobre o sistema sanitário nacional.

A educação não escapou aos efeitos do mau tempo, com 223 escolas afectadas, envolvendo 462 salas de aula e 37 blocos administrativos educativos, impactando directamente 51.819 alunos e 827 professores.

As infra-estruturas básicas e económicas registam também danos consideráveis. Foram afectadas 13 pontes, 42 aquedutos, bem como mais de 3.113 quilómetros de estradas, dos quais 1.486 quilómetros ficaram danificados. O sector das comunicações e energia reporta 106 postes tombados e cerca de 11 quilómetros de linhas quebradas. No domínio da água, três sistemas de abastecimento foram afectados.

Perante a destruição generalizada de habitações e outras infra-estruturas essenciais, as autoridades activaram centros de acomodação temporária para acolher as famílias desalojadas. No total, foram abertos 39 centros de acomodação, dos quais 28 se encontram activos, acolhendo actualmente 18.342 pessoas. Outros 11 centros já foram encerrados, depois de terem assistido 7.391 pessoas, enquanto 10.951 cidadãos permanecem em centros considerados activos.

No seu conjunto, os eventos extremos associados à época chuvosa afectaram 234.052 pessoas, correspondentes a 46.566 famílias, tendo sido registados 103 óbitos e 96 feridos, segundo o INGD.

As autoridades reiteram que a situação permanece dinâmica, com várias regiões ainda sob risco de novas cheias e inundações, apelando à vigilância, prevenção e solidariedade nacional, enquanto prosseguem as acções de assistência humanitária, reconstrução e reposição gradual das infra-estruturas destruídas.

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