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PR apela à união nacional e ao apoio do sector privado face às cheias

O Presidente da República, Daniel Chapo, reuniu-se esta quarta-feira (21), no seu Gabinete de Trabalho, com representantes do sector privado, no âmbito do Alerta Vermelho decretado pelo Governo devido às chuvas intensas e inundações severas que afectam várias regiões do país. Na ocasião, o Chefe do Estado apelou à união nacional e à mobilização solidária de recursos para salvar vidas e mitigar os impactos da actual emergência humanitária.

O encontro enquadra-se nas acções de monitoria, coordenação e mobilização de recursos desencadeadas pelo Estado para responder aos efeitos das cheias, proteger vidas humanas e assegurar condições mínimas de dignidade às populações afectadas, sobretudo nas regiões Centro e Sul de Moçambique.

Na sua intervenção, Daniel Chapo explicou que a reunião teve como objectivo alinhar informação e reforçar o envolvimento de todos os actores na resposta à crise. “Achei importante convocar este encontro para termos uma visão clara do ponto em que nos encontramos e partilharmos informação oficial sobre os danos que estas cheias e inundações estão a causar no nosso país, para que, em função disso, cada um possa avaliar o que pode fazer”, afirmou.

O Presidente da República defendeu uma actuação conjunta, contínua e coordenada, sublinhando que a prioridade absoluta do Governo, neste momento, é a salvaguarda da vida humana. “É extremamente importante estarmos unidos em todos os momentos para minimizar os danos que estas cheias e inundações estão a causar. A nossa prioridade é salvar vidas”, frisou.

O Chefe do Estado alertou que a situação no terreno permanece crítica, com impactos severos em infra-estruturas estratégicas e na mobilidade das populações, destacando a interrupção de alguns troços da Estrada Nacional Número Um (EN1). “Estamos num momento em que as cheias e inundações continuam a ocorrer e a provocar danos enormes em todo o país, razão pela qual a EN1 está interrompida em certos pontos”, explicou.

Para assegurar a circulação de pessoas e bens essenciais, Daniel Chapo informou que o Governo está a recorrer a soluções alternativas, incluindo a ligação aérea entre as regiões afectadas. “Estamos a estabelecer uma ponte aérea de Maputo para Xai-Xai, através do Aeroporto Internacional de Chongoene, bem como para Inhambane e Vilankulo, com preços especiais e promocionais, de modo a permitir que as pessoas consigam efectuar estas deslocações”, precisou.

O Presidente chamou ainda a atenção para os riscos sanitários nos centros de acolhimento, onde se encontram milhares de deslocados, sublinhando a necessidade urgente de assistência básica. “Temos cerca de 91 mil pessoas distribuídas por 68 centros de acolhimento, maioritariamente escolas e salas de aula. A concentração de tantas pessoas no mesmo espaço pode originar surtos de doenças hídricas, como a cólera, a malária e as diarreias, podendo levar à perda de vidas mesmo depois de estas pessoas terem sido resgatadas”, advertiu.

Face a este cenário, o Chefe do Estado apelou ao reforço da solidariedade nacional, incentivando o sector privado a contribuir não apenas financeiramente, mas também com bens essenciais. “Precisamos de comida, medicamentos e água. Quero também sensibilizar para outras formas de apoio: não queremos apenas dinheiro, queremos igualmente bens não perecíveis, alimentos, roupas e tudo o que possa ajudar”, afirmou, defendendo um movimento solidário que envolva empresas e cidadãos.

Na ocasião, a presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, apresentou dados provisórios que indicam que a época chuvosa, iniciada a 1 de Outubro de 2025, já afectou cumulativamente 645.781 pessoas, correspondentes a 122.863 famílias. O balanço aponta ainda para 112 óbitos, 99 feridos e três desaparecidos, além de danos significativos em habitações, infra-estruturas sociais e económicas, áreas agrícolas e meios de subsistência. Permanecem activos 68 centros de acomodação, que acolhem mais de 91 mil pessoas, enquanto prossegue a recolha e actualização da informação no terreno.

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