O Governo está a investir cerca de 2,5 mil milhões de dólares no desenvolvimento de corredores logísticos e na melhoria de infra-estruturas estratégicas, com destaque para a expansão do Porto de Maputo e intervenções na Estrada Nacional Número Um (N1). A informação foi avançada pelo ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, em entrevista à Rádio Moçambique (RM).
Matlombe explicou que o Executivo tem estado a trabalhar de forma coordenada para maximizar o potencial destes corredores, com vista ao aumento do Produto Interno Bruto (PIB).
“Actualmente, estamos com um investimento de cerca de 2,5 mil milhões de dólares, dos quais 2 mil milhões são destinados à expansão da capacidade do Porto de Maputo”, afirmou.
Com este investimento, o porto deverá aumentar significativamente a sua capacidade de manuseamento de carga, passando das actuais 35 milhões de toneladas registadas até 2025 para cerca de 50 milhões de toneladas nos próximos anos.
O ministro referiu ainda que o País possui três corredores principais em desenvolvimento, com maior enfoque nas regiões Sul e Centro, excluindo, para já, a província de Cabo Delgado, no Norte.
No que diz respeito à N1, considerada a espinha dorsal do País, o governante revelou que decorrem estudos para a criação de vias alternativas, sobretudo na zona sul, onde alguns troços são frequentemente afectados por cheias.
“Temos projectos em fase conclusiva de estudos para encontrar uma alternativa à N1, particularmente na zona Sul. Esperamos, até ao final do semestre, apresentar um modelo para o avanço dessas soluções”, explicou.
Entre as medidas em curso, destaca-se o lançamento do concurso para a concessão do troço Marracuene–Xai-Xai, uma das zonas mais críticas devido às inundações recorrentes. O plano inclui a construção de uma via alternativa à zona baixa de Xai-Xai, frequentemente submersa em períodos de cheias.
Segundo o ministro, a nova solução deverá garantir uma ligação mais resiliente, complementando a actual via de Chibuto, enquanto decorre a definição do traçado mais sustentável.
A previsão do Governo é concluir, até ao final do ano, o processo de concessão deste troço da N1. Paralelamente, estão em curso outras intervenções, incluindo a reabilitação do troço Gorongosa–Caia e obras em vários segmentos ao longo da estrada.
“O nosso objectivo é que, até ao final do mandato, tenhamos uma Estrada Nacional Número Um em condições, capaz de garantir a circulação de pessoas e bens com segurança e eficiência”, concluiu.




