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INHAMBANE: Agricultora faz do gergelim um negócio promissor

Luísa Malate, residente na província de Inhambane, transformou a agricultura numa importante fonte de rendimento, apostando na produção de gergelim na baixa de Inhamussa. Com poucos recursos financeiros e recorrendo inicialmente a técnicas agrícolas tradicionais, a produtora começou por cultivar apenas dois hectares, mas, graças à persistência e ao apoio familiar, expandiu actualmente a área para cerca de seis hectares.

Texto: Anastacio Chirrute, em Inhambane

Funcionária do Sindicato Nacional de Jornalistas em Inhambane, Malate decidiu investir na agricultura inspirada pelo exemplo de outras mulheres empreendedoras. Depois de percorrer diferentes zonas à procura de um local propício, encontrou na baixa de Inhamussa condições adequadas para iniciar a produção de gergelim, cultura que rapidamente se tornou a sua principal aposta.

O percurso, contudo, não esteve isento de dificuldades. Chuvas intensas destruíram parte significativa da produção inicial, obrigando-a a recomeçar praticamente do zero. Apesar do revés, a agricultora decidiu insistir e, com o apoio de familiares e assistência técnica de especialistas do sector agrário, voltou a cultivar a terra, desta vez ampliando a área de produção para seis hectares.

“Quando perdi os dois hectares que tinha cultivado, pensei em desistir. Mas ganhei coragem para tentar novamente e voltei mais determinada. Hoje tenho seis hectares e acredito que, com mais apoio, posso produzir ainda mais”, contou a produtora.

Os resultados alcançados despertaram a atenção das autoridades provinciais. Durante uma visita ao campo de produção, o governador de Inhambane, Francisco Pagula, elogiou a iniciativa da agricultora e encorajou outros produtores, sobretudo jovens, a investirem na cultura do gergelim, apontando o seu elevado valor comercial e a boa adaptação às condições agro-ecológicas da província.

Segundo o governante, na campanha agrícola 2025/26 a província de Inhambane cultivou gergelim numa área de 673 hectares, contra 303 hectares na campanha anterior, o que representa um crescimento superior a 100%. As projecções indicam uma colheita de cerca de 336,5 toneladas, mais do que o dobro da campanha 2024/25, que contou com apenas 260 produtores.

Determinada a expandir ainda mais o projecto, Luísa Malate pretende aumentar gradualmente a área de cultivo nos próximos anos, com o objectivo de abastecer diferentes mercados a nível nacional e, futuramente, explorar oportunidades de comercialização além-fronteiras.

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