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Mozal despede-se 25 anos depois: “Não é o resultado que queríamos”

O vice-presidente de Operações da Mozal Alumínio, Samuel Gudo, lamentou esta segunda-feira, 16 de Março, o encerramento da fundição, colocada em regime de conservação e manutenção no dia anterior devido à “impossibilidade de garantir eletricidade suficiente e a preços competitivos”.

“Este não é o resultado que queríamos”, afirmou Gudo em comunicado, referindo-se ao desfecho das negociações para assegurar o fornecimento de energia necessário à continuidade das operações para além de Março de 2026, data em que expira o actual acordo de electricidade.

Nos últimos seis anos, a empresa realizou diversos contactos com o Governo moçambicano, a Eskom e outros intervenientes para garantir um contrato de energia que permitisse à fundição manter-se viável e competitiva a nível global. Contudo, não foi possível alcançar um entendimento sobre o preço da electricidade, lê-se no comunicado.

Apesar do desfecho, Samuel Gudo fez questão de destacar o orgulho na trajectória da empresa e, sobretudo, no papel dos trabalhadores ao longo das últimas duas décadas e meia.

“Estamos orgulhosos da história e do contributo significativo da Mozal para a economia moçambicana nos seus 25 anos de funcionamento”, sublinhou. “Acima de tudo, orgulhamo-nos das nossas pessoas que trabalharam na Mozal, que foram fundamentais para as nossas conquistas, e se comportaram de forma profissional e digna durante um período muito desafiador, enquanto transitávamos a fundição para o regime de conservação e manutenção.”

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