O Governo moçambicano, através do Ministério da Juventude e Desportos, assinou esta quarta-feira, 17 de Junho, um memorando de entendimento com as empresas MyRide Technologies e SoulCode com vista à implementação de um programa nacional de capacitação digital que deverá beneficiar cerca de 40 mil jovens moçambicanos.
O acordo foi rubricado pelo secretário permanente do Ministério da Juventude e Desportos, Júlio Mendes, e pelos representantes das duas empresas parceiras. O projecto prevê a formação de cerca de 36 mil jovens em literacia digital e de outros 3.660 em programas avançados de tecnologia, através de bootcamps especializados.
Falando à imprensa após a cerimónia, o administrador da MyRide Technologies, Filipe Macambira, explicou que a iniciativa pretende ir além da simples atribuição de certificados, apostando na criação de oportunidades reais de emprego e empreendedorismo na economia digital. Segundo afirmou, o programa terá alcance nacional, abrangendo jovens dos 15 aos 35 anos de idade, com especial atenção às mulheres e aos grupos socialmente vulneráveis.
Macambira destacou que a SoulCode possui experiência internacional na formação de profissionais para a economia digital e que a parceria permitirá disponibilizar conteúdos, metodologias e plataformas de aprendizagem capazes de aumentar a empregabilidade dos participantes. Acrescentou ainda que os resultados do programa serão acompanhados através de uma plataforma digital, permitindo aos diferentes intervenientes monitorar o desempenho dos beneficiários.
Por sua vez, Júlio Mendes revelou que o projecto arrancará em regime piloto nas províncias de Maputo, Sofala, Zambézia, Cabo Delgado e Niassa, abrangendo tanto zonas urbanas como rurais. O dirigente explicou que a escolha destas províncias teve em conta a necessidade de alargar oportunidades de formação tecnológica a regiões onde os jovens enfrentam maiores dificuldades de acesso ao conhecimento digital.
O secretário permanente mostrou-se confiante de que a iniciativa contribuirá para dotar os jovens de competências científicas e tecnológicas indispensáveis para responder às exigências do mercado de trabalho contemporâneo, sublinhando que o Governo pretende expandir o programa para outras províncias numa fase posterior.
Relativamente à participação feminina, Júlio Mendes defendeu uma abordagem equilibrada, reconhecendo o crescente envolvimento das raparigas nos processos de aprendizagem e manifestando a expectativa de que o programa contribua para aumentar a inclusão das jovens nas áreas tecnológicas.




