O ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, defendeu esta quarta-feira(14), em Maputo, durante a abertura do Segundo Conselho Coordenador do Ministério dos Transportes e Logística (MTL), que decorre sob o lema “Transportes Eficientes e Logística Competitiva” que o processo de reestruturação das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) deve produzir resultados concretos, com prazos definidos e soluções capazes de garantir a estabilidade operacional, a recuperação da confiança dos passageiros e a sustentabilidade financeira da companhia. O governante considera que a importância estratégica da transportadora nacional não pode justificar a manutenção de ineficiências nem a dependência permanente do apoio do Estado.
O evento tem como objectivo avaliar as acções do sector, coordenar intervenções e definir prioridades para o reforço da eficiência dos transportes e da competitividade logística no país.
Ao abordar a situação da LAM, Matlombe reconheceu que a empresa continua a exigir atenção e determinação do Governo, tendo em conta o seu papel na integração territorial, no desenvolvimento do turismo e na ligação de Moçambique aos mercados internacionais.
Contudo, advertiu que a relevância da companhia para a economia nacional deve ser acompanhada por uma transformação efectiva da sua gestão e do seu modelo operacional. Para o ministro, a reestruturação deve traduzir-se numa companhia mais fiável, eficiente e financeiramente sustentável, orientada por resultados e capaz de responder às necessidades dos passageiros.
“Em relação ao processo de reestruturação da nossa companhia Linhas Aéreas de Moçambique, o nosso objectivo é recuperar a confiança e a sustentabilidade da nossa empresa”, afirmou.
O governante apontou o aumento da frota, a gestão rigorosa dos custos, a melhoria das receitas, a disciplina operacional e a responsabilização dos gestores como pilares fundamentais para a recuperação da transportadora.
Matlombe entende que a empresa não deve limitar-se a assegurar a sua sobrevivência, mas recuperar a capacidade de prestar serviços de qualidade e desempenhar, de forma sustentável, o seu papel no desenvolvimento do país.
Neste contexto, exigiu que os responsáveis pelo processo apresentem soluções consolidadas, acompanhadas de prazos claros e resultados verificáveis, defendendo que a reestruturação não pode prolongar-se indefinidamente numa sequência de diagnósticos e reuniões sem efeitos práticos.
“Precisamos de estabilizar as operações. Todos compreendemos e reconhecemos o esforço a ser feito, mas a sociedade quer um pouco mais”, declarou, apelando à continuidade dos esforços para que a companhia consiga superar os constrangimentos e responder adequadamente às necessidades dos utentes.
O ministro aproveitou igualmente a ocasião para destacar os avanços registados no actual ciclo de governação na reorganização do sector dos transportes, na mobilização de investimentos e na preparação de soluções para problemas que afectam os cidadãos. Ressalvou, entretanto, que os progressos alcançados representam apenas etapas de um processo que exige continuidade, determinação e capacidade de execução.
O encontro, que decorre de 14 a 15 de Outubro, reúne quadros do sector dos transportes e logística para avaliar o trabalho desenvolvido e definir prioridades de intervenção, num contexto em que o Governo procura melhorar a eficiência dos serviços, reforçar a competitividade logística e contribuir para o desenvolvimento económico nacional.




