A Federação de Desenvolvimento Empresarial de Moçambique (FDEM) saudou a decisão do Banco de Moçambique de criar incentivos à concessão de crédito para actividades produtivas. Através de um comunicado tornado público a 25 de Outubro, a instituição considera que a medida poderá impulsionar a economia nacional e trazer benefícios em várias vertentes.
Trata-se, respectivamente, da medida que consta do Aviso n.º 9/GBM/2026, de 20 de Outubro, que estabelece um regime especial de dedução de reservas obrigatórias em moeda nacional associado à concessão de crédito elegível. Ou seja, a decisão permite que os bancos comerciais usem parte dos valores que deveriam manter como reservas obrigatórias junto do Banco de Moçambique para compensar os montantes correspondentes aos créditos concedidos a empresas com projectos produtivos elegíveis, resultando directamente no financiamento de actividades que aumentem a produção nacional e reduzam a dependência de bens importados.
A Federação considera que a iniciativa poderá aproximar o sistema financeiro das necessidades da economia real, sobretudo no financiamento de equipamentos, modernização industrial e expansão da capacidade produtiva.
“Ao criar condições para incentivar a concessão de crédito a projectos que contribuam para a substituição de importações e a diversificação das exportações, o Banco de Moçambique dá um passo relevante no sentido de aproximar o sistema financeiro das prioridades estruturais do desenvolvimento económico do País”, refere a FDEM.
A organização considera ainda que a medida poderá estimular a transformação de matérias-primas nacionais, a produção interna de bens actualmente importados e a expansão das empresas, com reflexos na criação de emprego e no aumento da competitividade.
“O objectivo deve ser assegurar que o crédito se transforme em capacidade produtiva, novos postos de trabalho, maior circulação de rendimentos e ampliação da base tributária nacional”, defende a Federação.




