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Forquilha nega que liderança do Podemos esteja fora do mandato

O presidente do Partido Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS), Albino Forquilha, considera que a actual direcção e os órgãos centrais da formação política continuam dentro do mandato estatutário. Em entrevista à STV Notícias, concedida a 27 de Outubro, o dirigente justificou o adiamento do congresso do partido para 2028.

Segundo Forquilha, o PODEMOS não reunia condições para realizar o congresso em 2024 ou 2025, razão pela qual o órgão estatutariamente competente decidiu adiar a reunião magna para 2028. No entanto, foi realizada uma eleição interna para determinar a continuidade da actual liderança.

“Vimos que não tínhamos condições para realizar o congresso em 2024 ou 2025. E o mesmo órgão que é estatutário deliberou que passamos o congresso para 2028 (…). Mesmo assim, porque íamos para as eleições em 2024, colocou uma eleição dentro deste órgão que era para testar a vontade do partido e nós fomos eleitos para continuar, de facto, a dirigir o partido até à altura que será feito o congresso”, afirmou.

Na mesma entrevista, o dirigente acusou alegadas forças externas de procurarem desestabilizar o PODEMOS através de membros descontentes com a actual direcção. Forquilha afirmou que esta actuação ocorre também noutros movimentos políticos e criticou os membros que recorreram aos tribunais sem, segundo disse, terem previamente discutido o assunto nos órgãos internos do partido.

“Ramificações externas procuram pegar os menos queridos dentro do partido. Também temos nossos indisciplinados, não existe revolução sem reaccionários. Todos que meteram caso no tribunal a queixar que o congresso não foi feito, nós não temos conhecimento de terem discutido isto com órgão interno”, declarou.

Forquilha atribuiu ainda a essas alegadas forças externas as polémicas que envolvem a organização, incluindo as relacionadas com os 219 milhões de meticais associados a um suposto suborno, bem como outros conflitos internos.

Entretanto, a situação da liderança do PODEMOS está também a ser contestada judicialmente. A 29 de Setembro, o Tribunal Judicial do Distrito Municipal de KaMavota, em Maputo, deu provimento a uma providência cautelar interposta pelo membro do partido Hélder Mendonça, determinando que os órgãos centrais se abstivessem de praticar actos relacionados com a gestão da organização até à realização de eleições.

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