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Caifadine, Mety e Licínio: os heróis do Comité Central extraordinário

Caifadine Manasse, Mety Gondola e Licínio Mauaie podem ser considerados os heróis da Sessão Extraordinária do Comité Central que culminou com a eleição de Daniel Chapo como candidato da Frelimo à Presidência da República. Os três ”jovens”, que estiveram na prolongada sessão do início até ao fim, foram os que mais vezes intervieram na sessão, tendo sido fundamentais para que Roque Silva não triunfasse.

Texto: Dossier & Factos

Segundo apurou Dossiers & Factos, a tripla fez de tudo para que Roque Silva não fosse eleito candidato à Presidência do País. Nossas fontes deixam claro, no entanto, que estes três membros do Comité Central fizeram sua “luta” no sentido de que o nome do secretário-geral fosse mantido na lista até à votação, por forma a que fosse derrotado na fase derradeira.

Numa das intervenções de Mety Gondola, o presidente da Frelimo chegou a dizer que “são os mesmos que estão a falar sempre”. Entretanto, Mety Gondola ripostou dizendo ao Presidente que se quisesse ainda lhe podia exonerar do cargo que ocupa a nível do governo (secretário de Estado de Ensino Técnico e Profissional), porque não havia sido combinado que não podia falar nos órgãos do partido. Assim, prosseguiu referindo que não podia deixar o País e o partido afundarem por conta de eleições menos bem-feitas.

Entretanto, uns, como é o caso do Caifadine Manasse, trabalhavam em apoio a Basílio Monteiro. Só que, mediante a lista existente, penderam para o lado de Daniel Chapo.

Para além de Silva, Esperança Bias também teve uma derrota humilhante, a avaliar pela quantidade de votos que obteve. A presidente da Assembleia da República obteve apenas três votos, sendo certo que um é dela. Esse facto é o curioso, pois revela que nem os cerca de 30 deputados da Bancada Parlamentar da Frelimo que ela comanda no Parlamento apoiaram-na. É caso para dizer que também não goza de boa saúde política na casa magna, onde ela é digna Presidente.

 Guebuza fervoroso em defesa do partido

Fontes afirmaram ainda que o Presidente honorário da Frelimo e do País, Armando Emílio Guebuza, pediu a palavra no primeiro e no último dia do evento, tendo sido bastante incisivo no último dia, ao afirmar que não tinha sido convidado para esta sessão extraordinária, e que soube da mesma por via do seu colega, também Presidente honorário, Joaquim Chissano, que o telefonara.

Guebuza terá dito que tinha viagem marcada para aqueles dias, mas após receber a chamada decidiu que “tenho que participar desta sessão”. Era justamente para poder ver e viver a situação de perto.

Mais adiante, Guebuza terá dito: “estou cá porque não podemos deixar morrer a Frelimo, camarada presidente do partido. Esta Frelimo também é nossa e custou sangue de muitos moçambicanos jovens, entre homens e mulheres. Precisamos salvaguardá-la. Precisamos de ter o partido em vida. Por favor, não matem a Frelimo”.

Pedido de Roque Silva aplaudido

Outro momento que marcou o CC da Frelimo foi o pedido de demissão de Roque Silva do cargo de secretário-geral desta formação política. Consta-nos que esse momento foi aplaudido por mais de cinco minutos pelos membros do Comité Central. Foram aplausos de alegria pela saída deste homem do cargo.

Segundo nossas fontes, Silva saiu todo humilhado da última sessão do CC. Aconteceu com ele o que tanto foi fazendo ao longo do seu reinado. Há muitos camaradas aos quais destitui de forma imprópria, sem dó nem piedade. Ironicamente, desta vez foi ele que saiu, não pela janela pequena, mas talvez pelo tubo de ar-condicionado.

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