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STAE não paga formadores há quatro meses em Inhambane

Centenas de formadores contratados para capacitar os membros das Assembleias de Voto nas cinco autarquias da província de Inhambane clamam pelo pagamento de subsídios e outros benefícios a que têm direito por parte do Secretariado Técnico de Administração eleitoral (STAE). Entretanto, o STAE a nível da província de Inhambane reconhece o problema, porém, diz que depende do STAE central para fazer o pagamento dos valores em dívida.

Texto: Anastácio Chirrute, em Inhambane

A reclamação surge numa altura em que, segundo os queixosos, aquele órgão já iniciou com o processo de contratação de novos formadores para as eleições gerais de 09 de Outubro próximo.

Os denunciantes decidiram contar o facto ao Dossiers & Factos, pois, segundo eles, sempre que procuram informações junto do STAE provincial a resposta é a mesma: “aguardem que o assunto está a ser tratado”. Ademais, dias há em que não são atendidos e acabam regressando à casa frustrados.

De acordo com os lesados, o STAE deve a cada formador 20 mil meticais em forma de subsídios referentes à formação dos membros das Assembleias de Voto, vulgo MMV para as eleições autárquicas de 11 de Outubro do ano passado.

Falando em anonimato por temer represálias, já que é funcionário público, um dos formadores revela que está frustrado com a situação, até porque já tinha planos traçados.

“O nosso problema vem desde Setembro do ano passado até hoje, que é 2024. O STAE está a recusar-se a pagar o que é nosso por direito. Sempre que procuramos saber do paradeiro do nosso dinheiro a resposta é a mesma. Ora o nosso caso já foi encaminhado para as finanças, ora estamos à espera do STAE central fazer o desembolso do fundo. O que nos preocupa em tudo é que nenhum funcionário daquele órgão ficou um mês sem salário, mas nós estamos aqui a levar anos só para receber 20 mil meticais”, desabafou o nosso entrevistado.

O mais preocupante, segundo as vítimas, é o facto de o STAE há pouco tempo ter lançado novos concursos sem ter liquidado a dívida anterior, o que dá a entender que o problema não tem nada a ver com falta de fundos, mas sim resulta da falta de vontade.

“Meu irmão, não faz sentido uma organização contratar trabalhadores e depois não pagar salários, e meia volta abrir novos concursos para contratar outras pessoas para fazerem o mesmo tipo de trabalho. Se nós ainda não fomos pagos, significa então que ainda temos vínculo com o STAE, onde é que o STAE conseguiu buscar dinheiro para pagar os novos formadores e deixar de fora o nosso caso…?”, questionam.

Insatisfeitos, os denunciantes avisam que não vão descansar enquanto não verem resolvido o seu problema, e prometem levar o caso até às últimas instâncias.

“Nós vamos até onde pudermos para pressionar o STAE a pagar o nosso dinheiro. Antes valia se nos tivessem dito que a formação que íamos dar era de borla e não criar falsas expectativas, isso é muito injusto, injusto porque o nosso direito está a ser violado por um órgão que conhece muito bem as leis.”

A nossa equipa de reportagem contactou telefonicamente o director provincial do STAE em Inhambane, César da Silva, que reconheceu serem justas as inquietações dos formadores, mas garantiu que todos procedimentos que competem ao STAE, a nível da província, já foram feitos e aguarda-se apenas pela libertação dos valores por parte do STAE central.

“No que diz respeito ao STAE provincial, já fizemos todos procedimentos necessários, o que nós aguardamos é apenas a conta financeira e esta já não está na alçada do STAE Provincial, tudo que tem a ver com os pagamentos e contratos é gerido a nível Central, mas a qualquer momento serão pagos os seus ordenados”, garantiu o responsável.

Sobre a contratação de novos formadores para a formação dos MMV para as eleições deste ano, da Silva garantiu que há dinheiro guardado para esse efeito, mas não há dinheiro para pagar os que já trabalharam.

 

 

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